Caminhar por 25 minutos todos os dias pode evitar demência, diz estudo.

Conhece o ditado “melhor prevenir do que remediar”? Pois essa é uma dica importante e que precisa ser levada em conta, principalmente quando o assunto é saúde. Se você é daqueles que se preocupa com o corpo, melhor separar pelo menos 25 minutos do seu dia para uma caminhada, já que segundo um novo estudo canadense, esse hábito poderia te livrar dos efeitos debilitantes da demência.

A pesquisa envolveu um grupo de 38 adultos com comprometimento cognitivo vascular (CCV), conceito que engloba demência e todas as formas e níveis de gravidade de comprometimento cognitivo causados por acidente vascular encefálico (AVE) ou acidente vascular cerebral (AVC), e é a segunda causa mais comum da doença, perdendo apenas para os casos de Alzheimer.

O estudo apontou que aqueles que fizeram algumas caminhadas rápidas durante a semana, completando três horas no total – aproximadamente 25 minutos por dia-, apresentaram uma melhora na função cerebral depois de seis meses, conforme informou a equipe canadense no British Journal of Sports Medicine.

Apesar de utilizarem pessoas com alguma disfunção cerebral em seus testes, os pesquisadores afirmaram que a análise também sugere que caminhadas rápidas regulares poderiam reduzir o risco de desenvolver comprometimento cognitivo vascular.

Caminhar exercita o cérebro

O cérebro é um órgão altamente metabólico e para mantê-lo saudável é preciso um bom fluxo sanguíneo para fornecer nutrientes e oxigênio necessários aos seus tecidos.

Por isso, o exercício aeróbio beneficia não só o coração, e outras partes do corpo, como também o cérebro, por aumentar os fatores de crescimento, que são substâncias feitas pelo organismo que promovem o crescimento celular, a diferenciação e a sobrevivência.

“Está bem estabelecido que o exercício aeróbio regular melhora a saúde cardiovascular e a saúde cerebrovascular”, afirmou Teresa Liu-Ambrose, autora principal do estudo. “Mais especificamente, reduz o risco de desenvolver condições crônicas, como pressão alta, diabetes tipo 2 e colesterol alto”, completou ela.

 

Adultos com CCV foram avaliados

Teresa é pesquisadora do Laboratório de Envelhecimento, Mobilidade e Neurociência Cognitiva da Universidade da Colúmbia Britânica em Vancouver. Para realizar o estudo, ela e sua equipe de pesquisa escolheram, aleatoriamente, adultos com CCV leve e os dividiram em dois grupos.

Um grupo seguiu um programa de treinamento aeróbico, composto por três aulas de uma hora por semana durante seis meses, enquanto o outro grupo continuou com seus cuidados habituais.

Além disso, ambos os grupos receberam informações sobre comprometimento cognitivo vascular e dicas para manter uma dieta mais saudável.

Antes do início do programa de exercícios e no final de seis meses, todos os participantes também passaram por varreduras funcionais de ressonância magnética e outros testes que mediram a atividade neural e capacidade cognitiva.

As pessoas no grupo de treinamento aeróbio tiveram melhorias significativas em seus tempos de reação nos testes cognitivos e mostraram mudanças em sua atividade cerebral, tornando-os mais semelhantes aos cérebros saudáveis. Já a outra metade de pessoas estudadas não apresentou alterações.

“Embora seja necessária outras investigações e testes para entender melhor como os exercícios melhoram a saúde cerebral e quais fatores podem afetar o grau de benefício observado, as recomendações negativas sobre a prática de exercício são mínimas”, afirmou a pesquisadora.

Mesmo sem a comprovação exata de que a caminhada, ou qualquer outro exercício aeróbico feito durante três horas por semana evita problemas como a demência, a mudança nos pacientes estudados foi significativa, o que encoraja a prática para prevenir doenças.

Fonte: Saúde – iG @ http://saude.ig.com.br/2017-06-07/demencia-evitada-com-caminhada.html 

Gripe – Dúvidas Frequentes

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  • Gripe e resfriado são a mesma doença?

Não. A gripe é causada pelo vírus da Influenza e provoca febre alta, dores pelo corpo que, freqüentemente, deixam o indivíduo acamado. A recuperação completa pode durar até uma semana e pode complicar com pneumonia e até matar, em alguns casos.
O resfriado é causado por diversos outros tipos de vírus, têm sintomas parecidos porém muito mais leves, suaves e com menor duração. Ele pode cursar com tosse, dor de garganta, dor no corpo, coriza, etc.

  • Como a gripe é transmitida?

A gripe é transmitida através de gotículas de secreção veiculadas pela tosse, espirro ou mesmo conversa com alguém infectado. O vírus penetra no organismo através das vias respiratórias. No centro do vírus está o material genético que invade as células, atingindo o núcleo, onde se duplica. Os fragmentos duplicados se apoderam de parte da célula atacada, formando novos vírus, em um processo que se repete milhares de vezes.

  • Vacina contra gripe imuniza contra resfriado?

Não. A vacina contra gripe imuniza somente contra os surtos de gripe e não contra resfriados.

 

  • Como se pode evitar novos surtos de gripe?

A OMS – Organização Mundial de Saúde – tem uma preocupação mundial a respeito da gripe, fazendo uma vigilância mundial do vírus influenza em mais de 80 países. O BRASIL também faz parte da rede integrada de vigilância contra a gripe.

  • Antigripal cura a gripe?

Os antigripais não previnem nem curam a gripe. Eles podem, em alguns casos, diminuir a sintomatologia e, em outros casos, não causarem nenhum efeito.

 

 

  • A vacina contra gripe funciona?

A Vacina contra gripe é eficaz em cerca de 89% dos casos, desde que tomada na época adequada.

  • A vacina contra gripe é segura?

Ela é muita segura, sendo usada em todo o mundo e não dando reações colaterais graves.

  • Quando começa a fazer efeito a vacina contra gripe?

Cerca de 15 dias após a vacinação já começam a surgir os anticorpos que darão a proteção contra a gripe, sendo que esta proteção máxima será atingida após aproximadamente 45 dias.

  • Por quanto tempo dura a imunização pós vacina?

Como o vírus da gripe sofre mutação a cada ano, o tempo de duração da vacina é de 1 ano.

  • A vacina contra gripe pode causar gripe?

Não. A Vacina contra gripe é uma vacina inativada e fracionada, o que significa que os vírus estão mortos e replicados, não podendo se reproduzir dentro do organismo das pessoas vacinadas; no entanto, podem produzir uma resposta imunológica protetora.

 

 

  • Por que algumas pessoas mesmo a vacinação ficam doentes?

A Vacina contra gripe protege da gripe, porém, não protege dos resfriados e de outras infecções que também ocorrem no inverno e tem sintomatologia semelhante. Devemos estar atentos ao fato de que cerca de 10% dos indivíduos vacinados podem ter gripe, porém, de uma forma mais branda.

  • Quem pode ser vacinado?

Todas as pessoas a partir de 6 meses de idade já podem ser vacinadas contra a gripe.

  • Quem deve ser vacinado?

Todas as pessoas após os 6 meses de idade devem ser vacinadas, porém determinados grupos de risco cujas complicações secundárias são mais comuns e graves possuem preferência na vacinação. São eles:

    • Idosos a partir dos 60 anos
    • Cardiopatas
    • Indivíduos com problemas pulmonares
    • Diabéticos
    • Indivíduos com AIDS
    • Renais Crônicos
    • Gestantes a partir do 3º mês
    • Profissionais de saúde
    • Contactantes com indivíduos de risco, para que estes não sejam transmissores da doença para seus familiares.

 

  • Indivíduos em uso de corticóide podem ser vacinados?

Sim, o uso de corticoterapia não impede a vacinação.

 

  • A gripe é contagiosa?

 

  • A Gripe é altamente contagiosa. Uma única pessoa pode contaminar todos as pessoas que trabalham no mesmo ambiente e que não foram vacinadas.

Entenda por que os exames toxicológicos são tão peculiares

A melhor matriz biológica para cada exame vai depender do objetivo com que ele está sendo realizado
A análise toxicológica para verificação do consumo de drogas vem sendo utilizada no meio profissional – caso dos concursos para cargos públicos e para motoristas profissionais que queiram tirar ou renovar a carteira de habilitação nas categorias C, D e E; no esporte, no exame para fins forenses, como nos casos de homicídios ou suicídios; no auxílio e acompanhamento da recuperação de usuários em clínicas de tratamento e em pesquisas. A matriz biológica escolhida para análise depende da finalidade do exame, podendo ser de fluidos corporais, como a urina, o sangue, o suor e a saliva, ou de amostras de queratina, como cabelo, pelos e unhas. Nesse caso, o uso do cabelo é o mais comum.
O exame toxicológico de sangue é ideal para identificar se a pessoa estava sobre efeito da substância no momento da coleta do material biológico. “É utilizado normalmente em casos de acidentes de trânsito com vítimas. O ar exalado, para o caso do álcool, também pode ser utilizado nessa situação”, explica Daniel Junqueira Dorta, professor do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto e membro diretor do Comitê Executivo da International Union of Toxicology (IUTOX).
Já o exame de urina identifica um contato recente com a substância, que pode, no entanto, já não ser mais detectada no sangue e ser detectada nos próximos dias na urina. Esse teste pode detectar o consumo de maconha até 20 dias após o último uso e o de cocaína até sete dias após o uso, no caso de usuários constantes. No caso de usuários eventuais, esse prazo diminui para 15 e 4 dias, respectivamente.
“Importante salientar que há um pequeno intervalo entre o momento do contato e o início do aparecimento da substância na urina, que pode ser diferente de um indivíduo para outro, devido à velocidade de metabolização da substância”, diz Dorta. Vale dizer também que o exame feito com amostra de urina não permite distinguir o usuário leve do moderado ou pesado.
O cabelo, explica Dorta, é uma boa matriz biológica para identificação de substâncias utilizadas há algum tempo por ser altamente estável, já tendo sido utilizado para detecção de substâncias psicoativas em múmias, por exemplo. É possível detectar substâncias que foram utilizadas há meses ou mesmo anos. “No entanto, não é possível detectar um consumo no momento da coleta ou um consumo recente, já que em média demora cerca de sete a dez dias para que a substância comece a aparecer no cabelo”.
A melhor matriz biológica para cada exame vai depender do objetivo com que ele está sendo realizado. Para análise de dopagem, por exemplo, a urina é uma boa matriz biológica, pois mostra se o atleta fez uso recente da substância química. Já em caso de acidente de trânsito ou crime ocorrido supostamente sobre efeito de drogas de abuso, a matriz deve ser o sangue, pois só ele mostra se o indivíduo está sobre efeito da substância no momento do crime ou do acidente.

Janela de detecção

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Marcello Santos, diretor executivo da Psychemedics

A janela de detecção – período no qual é possível detectar o consumo de drogas – varia conforme a amostra e a técnica utilizadas. O sangue é o que propicia uma menor janela de detecção, que varia de algumas horas a, no máximo, um dia, por isso, explica Marcello Santos, diretor executivo da Psychemedics, laboratório especializado nos exames de larga janela de detecção em amostras de queratina, é uma das piores matrizes biológicas, pois só é possível detectar a presença de substâncias nas primeiras horas após seu uso.

Já a urina propicia uma janela de detecção que pode chegar a dez dias, no caso de consumo intenso de drogas lipossolúveis, como a maconha. A queratina, que usa amostras de cabelos, pelos e unhas, é a que oferece maior janela de detecção.

Mas quais as principais vantagens e desvantagens de cada matriz? No caso do sangue, por exemplo, explica Dorta, as vantagens estão na facilidade de coleta, na disponibilidade em grande quantidade, no fato de a relação entre a concentração da substância e os efeitos no organismo estar bem estabelecida e na possibilidade de detecção logo após o contato com a substância, antes de ela ser metabolizada. Já as desvantagens estão no fato de ser uma coleta invasiva e que possui uma matriz complexa, com muitos interferentes para análise.

“A urina também é de fácil coleta e a substância pode estar presente tanto na forma original como na metabolizada; porém, ela oferece maior risco de adulteração e diluição”. E o uso de amostras de cabelo, apesar de algumas desvantagens, como o fato de ter um custo maior, da possibilidade de contaminação ambiental, da falta de correlação entre a concentração de substâncias no cabelo com a dose e/ou o tempo de administração, pode detectar e quantificar substâncias utilizadas há meses.

Segurança nos resultados

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Os ensaios de toxicologia são bem abrangentes e podem envolver uma série de soluções instrumentais e analíticas

Vários fatores podem interferir na obtenção dos resultados ou na sua interpretação. Na coleta de sangue, por exemplo, é preciso atenção na escolha correta do anticoagulante; no cabelo, cuidado extra para evitar contaminação externa. A velocidade de metabolização do organismo também pode ser um fator interferente, que pode diminuir ou aumentar a concentração de uma substância no sangue, alterando a velocidade com que ela é excretada. “Medicamentos também podem contribuir para aumentar ou diminuir essa velocidade de metabolização”, ressalta Dorta.

Segundo Santos, da Psychemedics, alguns medicamentos que contenham codeína, utilizada para controle da dor moderada, podem ser detectados no exame. Nesse caso, o doador deve sempre reportar seu uso a quem está coletando a amostra. “Na urina, os medicamentos podem alterar sua estrutura, acidificando ou basificando o meio, o que impede que a substância apareça na forma tradicional de extração”, diz Dorta.

Ele explica que o cabelo acaba sendo uma opção para os testes porque é uma matriz única, onde não há metabolismo e excreção ativos para remover as substâncias químicas nele depositadas. “No entanto, a concentração das substâncias no cabelo tratado depende de fatores como distância da raiz, já que decréscimo significante na concentração da substância química pode ser observado após vários meses devido à lavagem e à radiação UV; da cor do cabelo e da porcentagem de cabelos nas fases anágena (fase de crescimento ativo) e telógena (fase de repouso). Por isso, muitas vezes não é fácil correlacionar a concentração das substâncias psicoativas encontradas no cabelo com um padrão de consumo”.

Diante disso, é preciso cuidados no preparo e na coleta das amostras. E na análise de substâncias em cabelo, diz Santos, este processo é ainda mais importante para evitar resultados falsos-positivos devido à contaminação ambiental. “O método de descontaminação para remover a contaminação ambiental deve incluir um protocolo de lavagem antes da análise da amostra. Ele deve ser validado pelo laboratório e pode utilizar solventes aquosos ou combinação de solventes orgânicos”, ressalta.

Após a lavagem, o cabelo é segmentado em pedaços de 1 cm, a partir da raiz, identificados e separados, pois cada segmento de 1 cm corresponde a aproximadamente um mês de exposição. Em seguida, estes segmentos são pulverizados e submetidos a procedimentos de extração para análise nos equipamentos.

“Outras matrizes biológicas, como sangue e urina, também devem passar por processo de preparo de amostras, porém, para urina, esse preparo é mais simples, por se tratar de uma matriz sem muitos interferentes. Já para o sangue, o preparo de amostra é mais trabalhoso, pois é uma matriz complexa, com muitas proteínas e diversas substâncias químicas produzidas endógena ou exogenamente”, comenta Dorta.

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Marc Chalom, gerente de Aplicações da Thermo Fisher Scientific

Segundo Marc Chalom, gerente de Aplicações da Thermo Fisher Scientific, um dos principais focos de atenção deve estar na extração completa do analito da matriz, minimizando ao mesmo tempo os coextraíveis que, dependendo da técnica, podem interferir analiticamente na amostra. “Questões como abertura da amostra, solubilização e volatilização do analito devem ser levadas em conta nessa etapa da marcha analítica. Todos esses cuidados visam garantir a quantificação exata do composto-alvo no ensaio analítico”.

A coleta de amostras de matrizes biológicas é uma das fases mais difíceis do processo de exame de substâncias químicas. Por isso, explica Santos, deve-se respeitar todo o processo inerente à cadeia de custódia associada ao exame. “A coleta deve ser assistida por testemunhas e uma série de documentos deve ser preenchida e assinada”. Os cuidados nos procedimentos passam pela coleta, pela identificação e pelo acondicionamento da amostra; pelo correto armazenamento; pelo transporte, pelo recebimento e registro nos laboratórios para exames; e vão até a manipulação durante as análises laboratoriais, guarda de parte do material para eventual nova análise e elaboração do laudo final.

Cuidados também devem ser tomados com os equipamentos utilizados na coleta e análise das amostras. “Os ensaios de toxicologia são bem abrangentes e podem envolver uma série de soluções instrumentais e analíticas, desde analisadores fotométricos discretos, passando por analisadores baseados em espectrometria de massas em equipamentos de LC-MS (cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas), cromatografia gasosa e GC-MS (cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas), além de sistemas espectrométricos para determinação de metais, como é o caso do sistema de absorção atômica com forno de grafite ou até ICP-MS”, explica o especialista da Thermo.

Além disso, salienta Santos, da Psychemedics, a calibração dos equipamentos é fundamental e pode influenciar diretamente no resultado do exame. Em geral, esses sistemas são calibrados e qualificados na fábrica e qualificados novamente após sua instalação nos laboratórios. “As manutenções preventivas devem ser realizadas com uma periodicidade que varia de seis meses a um ano, e o funcionário que opera o equipamento deve ser treinado e capacitado para operação, troubleshooting e boas práticas dos equipamentos”, complementa Chalom.

Diz ele que o grau de confiança dos testes é bastante alto devido à seletividade das técnicas analíticas empregadas. “O mais importante é garantir a integridade da amostra desde o momento de coleta e armazenagem, assim como garantir a integridade do analito durante as etapas de preparo da amostra”.

Por Cristina Sanches

Teste de Paternidade

Teste de Paternidade
Como funciona o teste de paternidade

Utilizado para fins de identificação do pai biológico de uma criança, o teste de paternidade baseia-se na análise do DNA, uma substância presente em todas as células do corpo que é responsável pela transmissão das características hereditárias dos pais para seus descendentes. Com exceção de gêmeos idênticos, cada pessoa tem um padrão único de DNA, a exemplo de sua impressão digital.

Como é realizado o teste de paternidade?

O exame identifica e compara várias regiões do DNA do (a) filho (a), da mãe e do suposto pai, já que metade dos padrões de DNA de uma pessoa é herdada da mãe e a outra metade, do pai. Durante o teste, os padrões do (a) filho (a) são, primeiramente, comparados com os da mãe. Os que não correspondem aos padrões maternos são, portanto, obrigatoriamente provenientes do lado paterno. Se o homem testado não possuir esses padrões em seu DNA, ele certamente não é o pai biológico.

Esse exame pode assegurar que um homem seja o pai biológico de uma pessoa?

 

Com as novas técnicas empregadas que incluem a análise de, no mínimo, 13 regiões do DNA por meio de seqüenciadores de última geração, quando as características do suposto pai são compatíveis com as esperadas para o pai biológico, a probabilidade de ele ser verdadeiramente o pai biológico da pessoa testada é sempre superior a 99,99%.

Como é realizada a coleta de material biológico para o teste de paternidade?
Em geral, são colhidas amostras de sangue – embora outros materiais possam ser usados (como saliva por exemplo) – da mãe, do(a) filho(a) e do suposto pai (núcleo completo), sem necessidade de jejum ou de preparos especiais. Recomenda-se que o núcleo completo esteja no laboratório na mesma ocasião para fazer o exame, uma vez que a análise só começa se as três amostras já tiverem sido colhidas.

 

 

O processo de análise do teste de paternidade é seguro?

 

Em todos os exames, as amostras são identificadas e lacrados na presença dos envolvidos. Além disso, os resultados encontrados são sistematicamente confirmados com uma segunda bateria de testes.

Esse exame pode ser usado para fins judiciais?

 

Sim. Independentemente de ter essa finalidade, o laboratório segue todos os procedimentos exigidos pela Justiça Brasileira para que o teste possa ser utilizado como prova em um processo judicial. Caberá a justiça aceitar ou não o resultado.

Existem restrições legais ou de outra ordem para a realização do teste?

 

Sim. Se o teste envolve uma pessoa com menos de 21 anos, só pode ser realizado com autorização do indivíduo que detém o pátrio poder do menor. Se a certidão da criança não tem o nome do pai, somente a mãe detém o pátrio poder, nesse caso. Trata-se de uma restrição legal. Mas também há questões éticas, estabelecidas pelo próprio Laboratório. Por exemplo: o laboratório só faz o exame em núcleos incompletos (apenas filho (a) e suposto pai) se a mãe estiver informada da iniciativa e concordar com a sua realização, ou se o provável filho tiver o nome do pai no registro de nascimento.

Em quanto tempo sai o resultado de um teste de paternidade?
O laudo fica pronto em aproximadamente 15 dias.

É possível realizar o exame quando o suporto pai não está presente?

Sim. Neste caso será uma reconstituição genética. São casos especiais, mas que muitas vezes, é possível se realizar a reconstituição usando familiares. Estes casos especiais, devem ser analisados pelo laboratório com antecedência, pois envolvem mais pessoas, familiares do suposto pai.

Caso tenha alguma dúvida, entre em contato conosco que estaremos a disposição para atendê-lo.

Proteína C Reativa, um teste antigo com múltiplas aplicações

Elevações dos níveis de PCR foram detectadas em mais de 70 condições clínicas, incluindo infecções agudas, infarto agudo do miocárdio, doenças reumáticas e neoplasias. foto: freedigitalphotos

Devido às múltiplas aplicações da Proteína C Reativa (PCR) na clínica médica, as solicitações deste exame têm crescido de forma exponencial no Brasil e em diversos países do mundo1. A PCR foi descoberta em 1930, portanto, são mais de 80 anos de uso. Várias técnicas laboratoriais foram usadas e aperfeiçoadas ao longo dos anos. É uma proteína sintetizada pelo fígado, sendo um dos marcadores de fase aguda mais sensíveis e utilizados para a inflamação. Os níveis de PCR começam a elevar-se 4 a 6 horas após o estímulo, duplica a cada 8 horas e atinge o pico entre 30 e 50 horas. Tem uma meia vida plasmática de 19 horas e pode levar vários dias até retornar a níveis basais2. Por essa razão, dosagens seriadas ao longo de vários dias são mais úteis que resultados isolados3.

Sua função é ligar-se a patógenos e células lesadas e ou apoptóticas e iniciar sua eliminação por meio da ativação do sistema complemento e fagócitos. É um constituinte normal do soro humano e, em condições normais, mantém concentrações inferiores a 0,6 mg/dL (valor de referência) para doenças inflamatórias.

Elevações dos níveis de PCR foram detectadas em mais de 70 condições clínicas, incluindo infecções agudas, infarto agudo do miocárdio, doenças reumáticas e neoplasias. Este breve artigo tem o objetivo de apresentar alguns dados atuais da literatura enfatizando as principais indicações do uso do teste PCR na rotina ambulatorial e hospitalar.

 

No diagnóstico e prognóstico de sepse

Inúmeros estudos descreveram uma boa sensibilidade e especificidade da PCR para o diagnóstico de sepse. Mais importante, a resposta da PCR, nos primeiros dias de antibioticoterapia, pode sugerir a adequação da resposta ao tratamento da infecção e ao prognóstico4. Foi avaliada a correlação dos níveis séricos de PCR com os sítios de infecção mais frequentemente relacionados à ocorrência de sepse em UTIs cirúrgicas ou mistas. Observou-se que as concentrações séricas de PCR foram significativamente mais elevadas nos pacientes com sepse de origem abdominal do que em pacientes com sepse de origem pulmonar nos cinco primeiros dias de evolução da sepse5.

Neste estudo analisaram-se 345 pacientes que preenchiam critérios de sepse, sepse grave e choque séptico. Diversos estudos têm avaliado o uso da proteína C reativa (PCR) e da procalcitonina (PTC), ambas proteínas de fase aguda, na diferenciação entre SRIS (Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica) de origem não-infecciosa e infecciosa (sepse), observando que tanto a PCR (> 10 mg/dL) quanto a PCT (> 2 ng/mL), são indicadores específicos de infecção bacteriana e encontram-se em níveis progressivamente maiores nos pacientes com sepse, sepse grave e choque séptico.6,7

 

Na doença cardiovascular

O papel dos marcadores inflamatórios na avaliação de risco cardiovascular e o desenvolvimento de doença cardiovascular têm sido um tema de discussão durante quase duas décadas. Em 1998, a American Heart Association (AHA) examinou estratégias para a identificação de pacientes que necessitam de prevenção. A conferência concluiu que os marcadores inflamatórios, incluindo a proteína C reativa de alta sensibilidade (PCRus), ainda não era aplicável para avaliação de rotina devido à falta de padronização, a consistência em dados epidemiológicos, e provas para predição8.

Após 2003 a PCRus foi identificada não apenas como um marcador inflamatório de aterosclerose e eventos coronarianos, mas também um mediador de doença em função de sua contribuição na formação da lesão, na ruptura da placa e nos mecanismos de trombose coronariana. Seus efeitos diretos pró-aterogênicos estendem-se também às células musculares lisas, e assim suas funções como fator aterosclerótico e adicional com marcador de risco se fazem verdadeiros9.

A PCRus é importante para a prevenção primária e secundária assim como níveis de LDL-c, critérios de Framingham e síndrome metabólica, podendo ser de grande relevância quando associada aos outros fatores de risco clássicos como a LDL, por exemplo10. Nos casos de Síndrome coronária Aguda (SCA) e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), a PCRus mostra-se um bom preditor de eventos a médio (u, mês) e a longo prazo (um ano), também observados nos casos de tratamento invasivo.11

Acrescenta valor prognóstico ao escore de Framingham, à síndrome metabólica, ao perfil lipídico, à pressão arterial com ou sem a presença de aterosclerose subclínica, podendo ser considerados os valores de até 0,1 mg/dL, entre 0,1 mg/dL e 0,3 mg/dL e >0,3mg/dL como, respectivamente, baixo risco, moderado e alto risco.12

 

No diagnóstico e prognóstico de câncer

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum em todo o mundo e, de longe, o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres com uma estimativa de 1,67 milhões de novos casos de câncer diagnosticados em 2012 (25% de todos os cânceres)13. Uma meta análise que envolveu 5.286 casos de câncer de mama, concluiu que os níveis elevados de PCR estão associados com maior risco de câncer de mama.14 Uma pesquisa publicada no acesso BioMed Central da revista Breast Cancer Research demonstra que os níveis elevados de PCR são preditivos de mau prognóstico para quem sofre de câncer de mama. Esta análise pode permitir aos médicos alterar suas táticas de tratamento e melhorar as taxas de sobrevivência ao câncer.15 A falta de nexo causal entre os níveis de PCR elevado e aumento do risco de câncer, não invalida o potencial uso clínico do PCR, ele pode prever o risco de certos tipos de câncer, e auxiliar a melhorar o estadiamento e alocação de tratamento em pacientes com diagnóstico de câncer. Um recente estudo de 474 pacientes com adenocarcinoma de pâncreas (CP) tratados durante oito anos, permitem concluir que o teste de PCR pode ser considerado um fator independente de prognóstico do CP.16 De acordo com publicação do Journal of Clinical Oncology (março de 2015), após análise de resultados de 1.444 amostras de pacientes com melanoma, a PCR foi considerada também um fator independente de prognóstico do melanoma.17

 

Por Alvaro Largura, PhD, MBA – farmacêutico-bioquímico
alvaro.largura@biovel.com.br

Entendendo a Tireoide: Hipotireoidismo

Aprenda e entenda sobre o que é o hipotireoidismo.

O que é a glândula tireoide?

A glândula tireoide está localizada no pescoço, logo abaixo de sua laringe (cordas vocais). Ela produz dois hormônios, triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), que regulam o seu metabolismo, que é a maneira como o seu corpo usa e armazena energia.

A função da tireoide é controlada pela glândula hipófise, localizada em seu cérebro. A hipófise produz o hormônio estimulador da tireoide (TSH), que induz a tiróide a produzir T3 e T4.

Você sabia que …?

Se você tem hipotireoidismo, você deve dizer a seus parentes sobre sua condição. Eles também tem risco de ter doenças da tireoide e devem ser examinados.

O que é o hipotireoidismo?

Hipotireoidismo significa que você tem muito pouco hormônio tireoidiano. Outro termo usado é “tireoide hipoativa.”

O hipotireoidismo é a doença mais comum da tireoide, ocorre mais frequentemente em mulheres e pessoas com mais de 60 anos de idade e tende a se repetir entre os membros da família.
Os sintomas de hipotiroidismo podem incluir:

  • cansaço / lentidão
  • depressão mental
  • sensação de frio
  • pequeno ganho de peso (apenas 2 a 4 kg)
  • pele e cabelo secos
  • constipação
  • irregularidades menstruais

Esses sintomas não são exclusivos do hipotireoidismo. Um simples exame de sangue pode mostrar se os sintomas são devidos ao hipotireoidismo ou de alguma outra causa. Pessoas com hipotireoidismo leve podem não ter qualquer sintoma.

O que causa o hipotireoidismo?

Em adultos, a doença de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo. Nessa condição, o sistema imunológico ataca e danifica sua tireoide, que não consegue produzir hormônio da tireoide suficiente.

O hipotiroidismo pode também ser causado  pelo tratamento com iodo radioativo ou por cirurgia da tireoide, que são realizados para tratar outros tipos de distúrbios da tireoide. Problemas com a hipófise são outras causas raras.

O hipotiroidismo pode também estar presente desde o nascimento, caso a tiróide não se desenvolva adequadamente.

Como o hipotireoidismo pode afetar sua saúde?

Em adultos, o hipotireoidismo não tratado leva ao desempenho físico e mental pobres. Ele também pode causar aumento nos níveis do colesterol e levar a doenças cardíacas. Uma condição que pode representar risco de vida é o coma mixedematoso, que  pode aparecer se o hipotireoidismo for grave e não tratado.

O diagnóstico de hipotiroidismo é especialmente importante durante a gravidez. O hipotireoidismo materno não tratado pode afetar o crescimento e o desenvolvimento do cérebro do bebê.

Todos os bebês devem ser testados para o hipotireoidismo logo após o nascimento. Se não for tratado prontamente, a criança com hipotireoidismo congênito pode ter atraso no desenvolvimento mental e não crescer normalmente.

Como o hipotireoidismo é diagnosticado?

Os exames de sangue podem medir seus níveis do  hormônio estimulador da tireoide (TSH) e do hormônio da tireoide (T4). Você tem hipotireoidismo quando tem TSH elevado e níveis baixos de T4 em seu sangue. No hipotireoidismo inicial ou na forma leve, o TSH estará alto mas o T4 pode estar normal. Neste caso, o seu médico vai avaliar os níveis de TSH para fazer o diagnóstico.

Quando a causa do hipotiroidismo é a doença de Hashimoto, os exames podem detectar os anticorpos que atacam a tireoide.

Como o hipotireoidismo é tratado?

O hipotireoidismo é tratado com uma medicação que contém o hormônio da tireoide, na forma de comprimido. A levotiroxina é a droga de escolha e é  um medicamento sintético (industrializado) de T4 idêntico ao T4 que a tireoide produz. A levotiroxina é encontrada em nomes de marcas e em versões genéricas.

Os diferentes genéricos podem apresentar composições diferentes  e essas diferenças podem alterar a maneira como seu corpo absorve a levotiroxina.Para asseguar que você recebe a mesma dose, procure usar um produto de marca se possível. Se a sua receita for para um produto genérico, procure obter a levotiroxina genérica sempre do mesmo fabricante.

A maioria das pessoas precisa de reposição de hormônio da tireoide por toda a vida. Se a marca ou a dosagem precisarem ser mudados, você deve refazer os exames do TSH. A dose será ajustada com base em seu TSH testes. Ao longo do tempo, doses elevadas de hormônios tireoideanos podem levar à perda de massa óssea, à função cardíaca anormal e a arritmias cardíacas. Doses muito baixas podem não aliviar seus sintomas.

Ajustes de dose podem ser necessários ao longo de sua vida, incluindo no período da gravidez. Você pode conversar sobre mudanças de dose durante suas consultas médicas regulares.

Como saber se você deve fazer exames de tireoide?

Se você tiver um ou mais dos sintomas de hipotiroidismo ou se há pessoas com doenças da tireoide em sua família, pergunte ao seu médico se você deve fazer um exame de sangue. Alguns especialistas também recomendam exames no início da gravidez ou em mulheres que querem engravidar.

Os médicos também podem recomendar exames para mulheres com idade superior a 60 anos, mesmo que eles não tem sintomas. Se você for diagnosticado com hipotireoidismo, precisará de tratamento para evitar graves problemas de saúde.

Perguntas a serem feitas ao seu médico:

  • Tenho hipotireoidismo?
  • Qual o tratamento que eu preciso?
  • Quais os riscos e benefícios de cada um das opções de tratamento?
  • Com que frequência devo ser reavaliado?
  • Devo ser acompanhado por um endocrinologista?

Fontes de informação: Material retirado do Site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Tradução: Dr. Luiz Claudio Castro (membro da Comissão de Comunicação Social 2013/2014)

O que é Diabetes?

Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta . A função principal da insulina é promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser aproveitada para as diversas atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação resulta portanto em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia.

Classificação do Diabetes

Sabemos hoje que diversas condições que podem levar ao diabetes, porém a grande maioria dos casos está dividida em dois grupos: Diabetes Tipo 1 e Diabetes Tipo 2.

Diabetes Tipo 1 (DM 1) – Essa forma de diabetes é resultado da destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico, ou seja, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células, beta levando a deficiência de insulina. Nesse caso podemos detectar em exames de sangue a presença desses anticorpos que são: ICA, IAAs, GAD e IA-2. Eles estão presentes em cerca de 85 a 90% dos casos de DM 1 no momento do diagnóstico. Em geral costuma acometer crianças e adultos jovens, mas pode ser desencadeado em qualquer faixa etária.

O quadro clínico mais característico é de um início relativamente rápido (alguns dias até poucos meses) de sintomas como: sede, diurese e fome excessivas, emagrecimento importante, cansaço e fraqueza. Se o tratamento não for realizado rapidamente, os sintomas podem evoluir para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e coma. Esse quadro mais grave é conhecido como Cetoacidose Diabética e necessita de internação para tratamento.

Diabetes Tipo 2 (DM 2) – Nesta forma de diabetes está incluída a grande maioria dos casos (cerca de 90% dos pacientes diabéticos). Nesses pacientes, a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso vai levar a um aumento da produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge o diabetes. A instalação do quadro é mais lenta e os sintomas – sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais e outros – podem demorar vários anos até se apresentarem. Se não reconhecido e tratado a tempo, também pode evoluir para um quadro grave de desidratação e coma .

Ao contrário do Diabetes Tipo 1, há geralmente associação com aumento de peso e obesidade, acometendo principalmente adultos a partir dos 50 anos. Contudo, observa-se, cada vez mais, o desenvolvimento do quadro em adultos jovens e até crianças. Isso se deve, principalmente, pelo aumento do consumo de gorduras e carboidratos aliados à falta de atividade física. Assim, o endocrinologista tem, mais do que qualquer outro especialista, a chance de diagnosticar o diabetes em sua fase inicial, haja visto a grande quantidade de pacientes que procuram este profissional por problemas de obesidade.

Outros Tipos de Diabetes – Outros tipos de diabetes são bem mais raros e incluem defeitos genéticos da função da célula beta (MODY 1, 2 e 3), defeitos genéticos na ação da insulina, doenças do pâncreas (pancreatite, tumores pancreáticos, hemocromatose), outras doenças endócrinas (Síndrome de Cushing, hipertireoidismo, acromegalia) e uso de certos medicamentos.

Diabetes Gestacional – Atenção especial deve ser dada ao diabetes diagnosticado durante a gestação. A ele é dado o nome de Diabetes Gestacional. Pode ser transitório ou não e, ao término da gravidez, a paciente deve ser investigada e acompanhada.. Na maioria das vezes ele é detectado no 3o trimestre da gravidez, através de um teste de sobrecarga de glicose. As gestantes que tiverem história prévia de diabetes gestacional, de perdas fetais, má formações fetais, hipertensão arterial, obesidade ou história familiar de diabetes não devem esperar o 3º trimestre para serem testadas, já que sua chance de desenvolverem a doença é maior.

Como Posso Saber se Estou Diabético?

O diagnóstico laboratorial pode ser feito de três formas e, caso positivo, deve ser confirmado em outra ocasião. São considerados positivos os que apresentarem os seguintes resultados:

1) glicemia de jejum > 126 mg/dl (jejum de 8 horas)
2) glicemia casual (colhida em qualquer horário do dia, independente da última refeição realizada (> 200 mg/dl em paciente com sintomas característicos de diabetes.
3) glicemia > 200 mg/dl duas horas após sobrecarga oral de 75 gramas de glicose.

Existem ainda dois grupos de pacientes, identificados por esses mesmos exames, que devem ser acompanhados de perto pois tem grande chance de tornarem-se diabéticos. Na verdade esses pacientes já devem ser submetidos a um tratamento preventivo que inclui mudança de hábitos alimentares, prática de atividade física ou mesmo a introdução de medicamentos. São eles:

(a) glicemia de jejum > 110mg/dl e < 126 mg/dl.
(b) glicemia 2 horas após sobrecarga de 75 gr de glicose oral entre 140 mg/dl e 200 mg/dl

O diagnóstico precoce do diabetes é importante não só para prevenção das complicações agudas já descritas, como também para a prevenção de complicações crônicas.

A Importância do Acompanhamento Médico

É importante que o paciente compareça às consultas regularmente, conforme a determinação médica, nas quais ele deverá receber orientações sobre a doença e seu tratamento. Só um especialista saberá indicar de forma correta:

• a orientação nutricional adequada,
• como evitar complicações,
• como usar insulina ou outros medicamentos,
• como usar os aparelhos que medem a glicose (glicosímetros) e as canetas de insulina,
• fornecer orientações sobre atividade física,
• fornecer orientações de como proceder em situações de hipo e de hiperglicemia.

Esse aprendizado é fundamental não só para o bom controle do diabetes como também para garantir autonomia e independência ao paciente. É muito importante que ele realize suas atividades de rotina, viajar ou praticar esportes com muito mais segurança. É importante o envolvimento dos familiares com o tratamento do paciente diabético, visto que, muitas vezes, há uma mudança de hábitos, requerendo a adaptação de todo núcleo familiar.

Por que Tratar a Hiperglicemia?

A hiperglicemia é a elevação das taxas de açúcar no sangue e que deve ser controlada. Sabe-se que a hiperglicemia crônica através dos anos está associada a lesões da microcirculação, lesando e prejudicando o funcionamento de vários órgãos como os rins, os olhos, os nervos e o coração. Os pacientes que conseguem manter um bom controle da glicemia têm uma importante redução no risco de desenvolver tais complicações como já ficou demonstrado em vários estudos científicos.

Pacientes com Diabetes Tipo 2 não diagnosticado tem risco maior de apresentar acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e doença vascular periférica do que pessoas que não têm diabetes. Isso reforça a necessidade de um diagnóstico precoce que permita evitar tais complicações.

A Automonitorização

Para obter um melhor controle dos níveis glicêmicos, não basta o paciente apenas acreditar que está fazendo tudo corretamente ou ter a sensação de estar sentindo-se “bem”. É necessário monitorar, no dia-a-dia, os níveis glicêmicos. Para isso, existem modernos aparelhos, os glicosímetros, de fácil utilização e que nos fornecem o resultado da glicemia em alguns segundos. Siga as orientações do seu médico quanto ao número de testes que deve ser realizado.

O objetivo desse controle não é só corrigir as eventuais hiperglicemias que ocorrerão, mas também tentar manter a glicemia o mais próximo da normalidade, sem causar hipoglicemia.

Quanto melhor o controle, maior o risco de hipoglicemia, daí a importância também da monitorização da glicemia mais vezes tanto para evitar a hipo, como também para que não se coma em excesso na correção dela, o que invalidaria os esforços para manter o controle. A monitorização permite que o paciente, individualmente, avalie sua resposta aos alimentos, aos medicamentos (especialmente à insulina) e à atividade física praticada.

Exames de Rotina

De acordo com a necessidade, as consultas devem ser mensais, bimestrais ou trimestrais, com eventuais contatos por telefone ou fax, com envio da monitorização glicêmica. Nas consultas são solicitados os exames que devem incluir a glicemia, a hemoglobina glicada trimestral (que dá a média da glicemia diária nos últimos 2 a 3 meses), função renal anual (uréia, creatinina, pesquisa de micralbuminúria), perfil lipídico anual ou semestral, avaliação oftalmológica anual, avaliação cardiológica. Os demais exames devem ser solicitados de acordo com a necessidade individual do paciente.

Fontes de informação: Material retirado do Site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Fiocruz anuncia inovação no diagnóstico simultâneo de zika, dengue e chikungunya

A nova tecnologia permitirá o diagnóstico simultâneo para os casos suspeitos das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. foto: Divulgação/MS

O Ministério da Saúde vai adquirir 500 mil testes nacionais de biologia molecular para a realização de diagnóstico de zika, chikungunya e dengue. O anúncio foi realizado pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, neste sábado (16), no Rio de Janeiro (RJ), durante a visita às instalações dos laboratórios da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A nova tecnologia permitirá o diagnóstico simultâneo para os casos suspeitos das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti durante a manifestação dos sintomas clínicos destas infecções.
Atualmente, o diagnóstico do vírus zika é realizado com uso da técnica de RT-PCR em Tempo Real, que identifica a presença do material genético do vírus na amostra. São usados reagentes importados e, para descartar a presença dos vírus dengue e chikungunya, é necessário realizar cada exame separadamente.
Chamado de Kit NAT Discriminatório para Dengue, Zika e Chikungunya, o novo teste permite realizar a identificação simultânea do material genético dos três vírus, evitando a necessidade de três testes separados. O procedimento oferece uma mistura pronta de reagentes, acelerando a análise das amostras e a liberação dos resultados.
A novidade garantirá maior agilidade para o diagnóstico realizado na rede de laboratórios do Ministério da Saúde, além de reduzir os custos e permitir a substituição de insumos estrangeiros por um produto nacional. A produção e nacionalização dos kits poderá representar uma economia de mais de 50% aos cofres públicos, pois atualmente os insumos são obtidos de fornecedores internacionais. A estimativa de custo para realização do diagnóstico é de U$20 por teste.
Os testes serão distribuídos aos Laboratórios Nacionais de Saúde Pública (LACENs). Além do fornecimento de insumos, o acordo prevê também o treinamento e a assistência técnica permanente, garantindo as condições necessárias para a execução das diferentes etapas do teste molecular.
A virologista Ana Bispo, chefe do Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz, idealizou o projeto a partir de uma demanda concreta. “Como serviço de referência sabemos os desafios e oportunidades de melhoria para o trabalho de diagnóstico laboratorial. Em novembro, surgiu a ideia de que, se um kit pudesse, ao mesmo tempo, verificar a presença dos vírus zika, dengue e chikungunya, poderíamos poupar tempo, além de simplificar o processo. Outro motivo é que os sintomas das três doenças nem sempre são claros, levando à necessidade de processar as amostras para mais de um vírus. Sem contar que a simultaneidade no processamento das amostras é fundamental em regiões onde os vírus circulam ao mesmo tempo, reforçando a vigilância epidemiológica dessas três viroses de grande impacto na saúde pública. Estamos felizes que a ideia foi abraçada por parceiros tão competentes e que em breve estará disponível na rede de laboratórios centrais de saúde pública”, completou.
A inovação é resultado do trabalho conjunto do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e de quatro unidades da Fiocruz: o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), com o apoio do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná), do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) e do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Laboratórios
O Ministério de Saúde conta com uma rede de 22 LACENs: AC, AL, AP, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MS, MG, PA, PR, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, SC, SP e SE. Nos próximos meses, a tecnologia será transferida para os outros laboratórios, somando as 27 unidades equipadas para a realização da técnica de biologia molecular para qualquer agravo.
O repasse da tecnologia está sendo feito pelos laboratórios sentinelas de referência da Fiocruz, localizados no Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco, Pará (Instituto Evandro Chagas) e São Paulo (Instituto Adolfo Lutz). Com informações do MS e Fiocruz.

Câncer de Próstata e PSA

Câncer de Próstata

Só existe um modo seguro de se curar o câncer da próstata: descobrindo-o precocemente, ou seja, submetendo-se ao exame preventivo. EXAME DE SANGUE (PSA) E TOQUE RETAL. O exame preventivo deve ser realizado por urologista, anualmente, a partir dos 45 anos. Dessa forma, consegue-se detectar tanto a Hiperplasia prostática benigna (HPB) quanto o câncer em fase inicial e ainda curável.

Próstata

A próstata é um órgão pequeno, do tamanho de uma castanha, com peso aproximado de 20 gramas, localizada logo abaixo da bexiga do homem (vide figura). A função da próstata é produzir parte do líquido que forma o sêmen.

Principais doenças da próstata

As doenças da próstata são comuns e atingem desde o homem jovem até o idoso, predominando a partir dos 50 anos.

  1. Hiperplasia prostática benigna (HPB)
  2. Prostatite (inflamação da próstata)
  3. Câncer de próstata
1 – Hiperplasia prostática benigna (HPB)

É o aumento do volume da próstata. É um crescimento benigno que ocorre após os 40-45 anos em diante, sendo mais comum a partir dos 60 anos. As causas deste aumento ainda não são bem determinadas. O crescimento da próstata comprime a uretra prostática determinando uma série de sintomas obstrutivos do trato urinário.

São sintomas comuns da HBP: ardência ao urinar, levantar várias vezes a noite para urinar, sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga após urinar, aumento do número de micções, gotejamento acentuado no final da micção.

2 – Prostatite

Prostatite é um termo usado para designar inflamações da glândula prostática. Uma próstata inflamada pode causar uma grande variedade de sintomas, sendo os mais comuns: dor e queimação à micção, necessidade freqüente e urgente de urinar, dor testicular ou dor nas costas. A prostatite pode ser bacteriana aguda, crônica ou não bacteriana.

3 – Câncer de próstata

É a terceira causa de morte por câncer em homens, só sendo superado pelo câncer de pulmão e de pele. O câncer de próstata atinge principalmente homens acima de 50 anos de idade. Estatísticas afirmam que, aos 50 anos, 1 em cada 4 homens apresentam células cancerígenas na próstata. Aos 80 anos, esta relação cresce para 1 em cada 2 homens. Enquanto você envelhece, o seu risco de desenvolver câncer de próstata aumenta. Apesar do homem ter uma chance de 30% de desenvolver câncer de próstata ao longo da sua vida, somente 3% destes morrerão por causa da doença.

Não se sabe ao certo o que causa o câncer de próstata, porém sabe-se que alguns fatores, tais como transmissão genética e hormônios podem estar implicados.

SINTOMAS DO CÂNCER DE PRÓSTATA

Nem sempre o homem apresenta sintomas evidentes logo no início da doença, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os principais sintomas do câncer de próstata são o hábito de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor para urinar. Normalmente, o homem percebe uma alteração na micção, com dor ou mesmo queimação ao urinar. Muitas vezes o paciente se queixa de dificuldade, tanto no início como para parar de urinar. O fluxo de urina nem sempre sai completamente, urinando aos poucos. Outras vezes, pode-se queixar de constante dor na região pélvica, nas costas ou mesmo na parte superior da coxa. Outros pacientes podem apresentar dor ao ejacular.

O QUE É PSA, E COMO NÓS MEDIMOS?

PSA quer dizer Antígeno Prostático Específico (em inglês Prostate Specific Antigen). É um exame de sangue usado como ferramenta para o diagnóstico da presença de câncer de próstata. O PSA é uma proteína encontrada no sangue que é única ou específica para a próstata. Os níveis (valores quantificados) de PSA podem ser medidos no soro de um indivíduo e com esta informação é possível fazer uma triagem para o diagnóstico de câncer de próstata.

POR QUE USAR O PSA COMO TRIAGEM PARA CÂNCER DE PROSTATA?

O uso rotineiro de PSA (exame de sangue) com o exame digital da próstata melhorou espetacularmente a condição de diagnosticar o câncer de próstata precocemente, e possivelmente em uma fase mais curável que antes da existência deste exame (PSA).

O QUE CAUSA O AUMENTO DO PSA?

PSA só se encontra em homens e está presente em todo o tecido de próstata normal. As células de câncer de próstata tendem a formar e escoar mais PSA na circulação sanguínea, por esta razão são medidos os níveis de PSA. Conhecendo este fato, foi pesquisada e encontrada uma série de valores de PSA em pacientes com a glândula prostática normal. Acredita-se e ficou demonstrado que o valor de PSA deveria ser menor que 4,0. Este número é um pouco arbitrário, mas reflete pesquisas onde a maioria dos homens (95%) com glândulas de próstata normais tenha um valor de PSA de 4,0 ou menos. Atualmente já existe valores normais nas diversas faixas etárias (vide valores de referência conforme a idade ).

Além disso, é importante ter em conta que nem todos os pacientes com câncer de próstata têm um PSA elevado. Até 20% do câncer de próstata diagnosticados acontecem em homens cujos valores de PSA são menores que 4,0 e é também por esta razão que além do exame de sangue é muito importante o exame da próstata pelo Urologista.

A causa não cancerosa mais comum com níveis de PSA elevados é a hiperplasia benigna da próstata (já descrito anteriormente). A HBP não é nenhum câncer, nem conduzirá ao câncer, mas a HBP pode causar uma falsa elevação de valores de PSA.

Outra causa comum de falsa elevação do valor de PSA é a prostatite. A inflamação faz o PSA escoar na circulação sangüínea aumentando os níveis de PSA (tem relatos de valores > 50,0 ng/mL). Até mesmo um exame retal simples pode fazer o PSA subir um pouco. Ficou demonstrado que a ejaculação pode causar um aumento no nível de PSA em alguns homens durante aproximadamente 48 horas. Se possível, o paciente não deveria ejacular durante 48 horas antes de um teste de PSA. Se a ejaculação aconteceu e o PSA é elevado, é necessário uma repetição do teste. O que significa dizer que aquele PSA não é uma medida de câncer, e que um PSA elevado não quer dizer que você tem câncer. O ÚNICO teste que determinará a presença de câncer com certeza é uma biópsia da próstata e o exame anatomo-patológico do tecido.

A IDADE TEM A VER COM NÍVEIS DE PSA?

Recentes estudos sugeriram que níveis 4,0 ng/mL são muito altos para homens jovens e muito baixo para homens mais velhos. Alguns investigadores recomendam os níveis seguintes:

Idade Níveis de PSA

40-50 0 a 2,5 ng/mL
50-60 0 a 3,5 ng/mL
60-70 0 a 4,5 ng/mL
70-80 0 a 6,5 ng/mL

O QUE FAZEMOS COM UM NÍVEL DE PSA ELEVADO?

É bom lembrar: o PSA é somente um teste que diz da possibilidade de câncer de próstata. Um PSA normal não quer dizer que você não tem câncer de próstata. Significa que você tem mais baixo risco de ter um câncer de próstata. Reciprocamente, um PSA elevado não quer dizer que você necessariamente tenha câncer. Significa dizer que você tem maior risco que alguém cujo PSA é mais baixo.

PROBABILIDADE DE CÂNCER DE PRÓSTATA BASEADO EM RESULTADOS DE PSA

0-2 ng/mL                  1%
2-4 ng/mL                  15%
4-10 ng/mL                25-35%
> 10 ng/mL                 >50%

PSA menores que 4,0 ng/mL – Se o seu nível de PSA foi pela primeira vez menor que 4, recomenda-se repetir o teste anualmente

PSA maior que 4,0 ng/mL – Vide valores de referência para a idade e procure o seu Urologista de confiança.

PODE HAVER VARIAÇÃO DE RESULTADOS DE PSA QUANDO O EXAME É REALIZADO EM 2 OU 3 LABORATÓRIOS ?

Sim. Apesar de inúmeros esforços para padronizar os testes de PSA, existem diferenças significativas entre as diversas metodologias existentes no mercado. Por esta razão é importante que o laboratório informe ao médico a identificação do teste usado e a sua condição no qual o mesmo foi processado. Alguns testes podem ser realizados por processos manuais, semi-automatizados e totalmente automatizados e em cada situação existem diferenças bem definidas e conhecidas quanto à sensibilidade e reprodutibilidade.

É um erro confirmar resultado de PSA solicitando exame para diferentes laboratórios, além das variabilidades pré-analíticas conhecidas, existem diferenças entre técnicas e metodologias usadas.

Atualmente encontra-se no mercado pelo menos 30 kits de diferentes procedências e diferentes preços para medir níveis de PSA no sangue.

QUAL A IDADE IDEAL PARA INICIAR A DOSAGEM DO PSA?

Em novembro de 1992, a Sociedade Americana de Câncer recomendou para detecção precoce de câncer da próstata, exame de Toque Retal e PSA sanguíneo, anualmente, a partir de 50 anos. Os homens com maior predisposição, isto é, com história familiar de câncer de próstata (tio, pai, irmão, avô) ou os de raça negra, é aconselhável a partir de 40 anos.

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