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Progesterona

Tanto homens quanto mulheres produzem progesterona. No entanto, ele é produzido principalmente nos ovários, o que significa que as mulheres apresentam esse hormônio em maiores quantidades. A dosagem da progesterona pode ser usado para: Buscar possíveis causas de infertilidade. Determinar se a mulher está ovulando, quando a ovulação ocorre ou monitorar uma ovulação induzida. Diagnosticar gravidez ectópica ou aborto espontâneo. Monitorar uma gravidez de alto risco. Monitorar a reposição hormonal de progesterona que eventualmente pode ser feita do início da gravidez. Determinar a causa de sangramento anormal em mulheres que não estão grávidas.

FSH – hormônio folículo-estimulante

O hormônio folículo-estimulante é secretado pela hipófise e atua na regulação do sistema reprodutivo humano. Razões mais comuns entre as mulheres para fazer um teste de FSH:  avaliação de problemas de infertilidade; avaliação de ciclos menstruais irregulares; diagnóstico de transtornos da hipófise ou doenças dos ovários. Em homens, o teste de FSH pode ser feito para: avaliar a baixa concentração de espermatozoides; avaliar a ocorrência de hipogonadismo ou insuficiência gonadal; avaliar a disfunção testicular. Em crianças, o teste pode ser utilizado para determinar a presença de puberdade precoce ou tardia.

Coleta Empresarial

O Laboratório Diagnóstico realiza todos os exames de Análises Clínicas necessários para as certificações e regulamentações ocupacionais e periódicas de sua empresa.

 

Os exames médicos periódicos são fundamentais para avaliação do estado de saúde dos trabalhadores, e tem como um dos objetivos orientá-los quanto aos níveis dos fatores de risco, sejam eles físicos, químicos, biológicos ou ergonômicos, a que estão expostos em seus ambientes laborais.

 

A legislação que fundamenta a obrigatoriedade da realização dos exames médicos periódicos foi estabelecida em 8 de junho de 1978 e regulamentada pela Portaria nº. 3214.

 

A empresa que tiver alguma pendência referente aos exames médicos periódicos, ou não realizá-los em seus funcionários estará sujeita a multas e autuação junto aos órgãos fiscalizadores.

 

Os exames devem ser realizados em períodos semestrais, anuais ou bienais, conforme especificado a seguir:

  • Exames Semestrais: para monitoramentos biológicos, que visam acompanhar as condições de saúde do trabalhador, conforme normatização do PCMSO;
  • Exames Anuais: para funcionários menores de 18 anos ou com idade a partir de 45 anos, para aqueles que estão sujeitos à exposição dos fatores de risco, previstos no PCMSO, causadores do surgimento ou do agravamento de doenças ocupacionais e para os trabalhadores que são portadores de doenças crônicas, que exijam acompanhamento periódico;
  • Exames Bienais: para os funcionários que não estão sujeitos a exposição aos riscos ocupacionais, com idade entre 18 e 45 anos.

 

Maiores informações sobre exames periódicos e ocupacionais:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6856.htm

 

 

Vantagens da Coleta Empresarial

 

  • Coletar nas dependências da empresa, evitando o deslocamento do funcionário, diminuindo o tempo de ausência do mesmo do trabalho ou, se a Empresa preferir, encaminhar seus funcionários para uma das unidades do Laboratório Diagnóstico.

 

  • Permite organizar e agendar a escala de coleta por dia, turno, hora, diminuindo os transtornos com deslocamentos e diminuindo as perdas com horas não trabalhadas.

 

  • Os resultados são acessados online, diretamente pelo médico da empresa.

 

  • Tabela de preços diferenciada.

 

Entre em contato !!!!

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INFECÇÃO URINÁRIA

Infecção urinária é o nome dado à infecção de qualquer estrutura do trato urinário, incluindo uretra, bexiga, ureteres ou rins. Em mais de 95% dos pacientes a infecção é de origem bacteriana, sendo a bactéria Escherichia coli responsável por mais de 3/4 destes casos.

Não existe um tratamento único que sirva para todas as formas de infecção urinária. O medicamento mais indicado vai depender do agente causador, do sexo do paciente, do local do trato urinário acometido, da gravidade da doença e do estado clínico do paciente.

Neste artigo vamos abordar tratamento da cistite, incluindo as seguintes nas situações clínicas:

  • Tratamento da cistite em mulheres.
  • Tratamento da cistite em homens.
  • Tratamento da cistite em grávidas.

Tratamento da cistite

Cistite é o nome dado à infecção da bexiga, sendo a forma mais simples e mais comum de infecção urinária. A cistite ocorre preferencialmente em mulheres, sendo incomum em homens saudáveis.

Vamos dividir a explicação do tratamento da cistite em 5 grupos:

  1. Cistite não complicada em mulheres.
    b. Cistite complicada em mulheres.
    c. Cistite em grávidas.
    d. Cistite em homens.
    e. Urocultura positiva em pacientes sem sintomas.

 

. Cistite não complicada

A infecção da bexiga que ocorre em mulheres sem problemas de saúde é chamada de cistite não complicada. Este é o tipo mais comum de infecção urinária.

A imensa maioria dos casos de cistite não complicada é causada pela bactéria E.coli, mas outras bactérias, como o Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae e Staphylococcus saprophyticus também podem ser as causadoras. Portanto, o tratamento da cistite não complicada em mulheres deve sempre incluir um antibiótico que tenha ação contra estas bactérias, principalmente sobre a E.coli, responsável por mais de 80% dos casos.

A escolha do antibiótico é feita mais corretamente quando baseada nos resultados da urocultura, exame de urina usado para identificar qual é a bactéria que está causando a infecção. No resultado da urocultura, além da identificação da bactéria, o laboratório também fornece uma lista com os antibióticos que invitro se mostraram mais eficazes para combatê-la. Esta lista é chamada antibiograma. Portanto, quando o médico tem acesso ao resultado da urocultura, a escolha do antibiótico deve sempre se basear no antibiograma.

Cabe ressaltar que na maioria das vezes a cistite é uma infecção simples e de fácil tratamento, não havendo necessidade de solicitar urocultura para todos os casos. O resultado da urocultura demora de 2 a 4 dias para ficar pronto, o que atrasaria em vários dias o início do tratamento e o alívio dos sintomas. Em geral, como os sintomas são muito típicos, na suspeita de cistite não complicada em mulheres, o médico está autorizado a começar antibióticos empiricamente, sem pedir qualquer exame.

Os remédios mais utilizados contra a cistite são os antibióticos que agem sobre as bactérias que habitualmente provocam infecção urinária, principalmente contra a bactéria E.coli..

A escolha do melhor tratamento cabe ao médico, baseado no conhecimento do perfil de sensibilidade da E.coli em cada comunidade. Há locais, por exemplo, onde a taxa de resistência da E.coli ao Bactrim é sabidamente elevada, não sendo esta uma boa opção para tratamento empírico.

O Pyridium (Fenazopiridina) ou o Cystex não são antibióticos efetivos e, portanto, não servem para tratar infecção urinária. Estas drogas são somente analgésicos, servindo apenas para aliviar temporariamente os sintomas de ardência urinária, sem ter ação efetiva sobre as bactérias .

ATENÇÃO: não use este texto para se automedicar. Indicar antibióticos é tarefa do médico. A escolha equivocada pode causar graves efeitos colaterais e criar bactérias resistentes.

 

 

  1. Cistite complicada

Cistite complicada é a infecção da bexiga que ocorre em mulheres com algum problema de saúde que aumente o risco de falha no tratamento. São geralmente consideradas cistites complicadas aquelas que ocorrem em pacientes com:

– Diabetes– História de pielonefrite aguda nos últimos 12 meses.
– Sintomas prolongados de infecção urinária.
– Infecção urinária por bactéria multirresistente.
– Infecção urinária adquirida em ambiente hospitalar.
– Insuficiência renal).
– Obstrução do trato urinário.
– Presença de cálculo renal .
– Presença de um cateter vesical, stent ureteral ou nefrostomia.
– Instrumentação ou cirurgias recentes do trato urinário.
– Anormalidade anatômica do trato urinário.
– Incontinência urinária.
– História de infecção do trato urinário na infância
– Transplante renal ou outras causas de imunossupressão.

Pacientes com cistite complicada devem sempre colher exames de urina, principalmente urocultura. Não é preciso esperar o resultado dos exames para começar o tratamento com antibióticos, mas ter um antibiograma e a bactéria causadora da infecção urinária identificada dentro de 2 ou 3 dias ajuda muito a decidir o próximo passo, caso o paciente não tenha melhorado nas primeiras 72 horas de tratamento empírico. Em geral, sugerimos ao paciente que ele vá ao laboratório fazer um exame de urina e logo depois inicie o tratamento com antibióticos.

Se o paciente não apresentar sinais de melhora em 2 ou 3 dias, o antibiótico deve ser trocado de acordo com o antibiograma, que já deverá estar disponível nesta altura.

Nos casos de pacientes com cálculos renais ou obstruções do trato urinário, a remoção cirúrgica destes pode ser necessária para que o tratamento tenha sucesso. Do mesmo modo, pacientes com sonda vesical ou stent no ureter podem ter que trocá-los para conseguir se livrar da infecção urinária. A bactéria pode se alojar em qualquer uma destas estruturas e conseguir “se esconder ” do antibiótico, sendo muito difícil sua eliminação apenas com remédios.

  1. Cistite em grávidas

Aproximadamente 2% das mulheres grávidas apresentam pelo menos um episódio de cistite durante a gestação. O risco de ascensão das bactérias da bexiga em direção aos rins é maior nas mulheres grávidas, fazendo com que toda cistite neste grupo seja considerada uma cistite complicada. Além disso, a presença de bactérias na urina está associada a problemas na gravidez, como parto prematuro, baixo peso do feto e morte fetal.

Devido ao risco de má formações fetais, nem todos os antibióticos podem ser usados nas mulheres grávidas. Por isso, as gestantes merecem uma abordagem distinta das outras pacientes com cistite complicada.

Todas as gestantes com sintomas sugestivos de cistite devem colher urocultura e iniciar tratamento antibiótico empírico.

Uma semana após o fim do tratamento, a urocultura deve ser repetida para se confirmar a eliminação da bactéria. Se a urocultura for novamente positiva para a mesma bactéria, o tratamento deve ser repetido, desta vez por mais tempo.

Por outro lado, se a urocultura confirmar a eliminação da bactéria, ela deve ser repetida todo mês até o final da gestação, para termos certeza de que não haverá novas infecções.

  1. Cistite em homens

A cistite é um quadro muito menos comum em homens do que em mulheres, devido ao maior comprimento da uretra, ao ambiente periuretral menos úmido, à menor colonização de bactérias na região ao redor da uretra e à presença de substâncias antibacterianas no líquido prostático.

Habitualmente, as cistites em homens ocorrem naqueles com anormalidades do trato urinário, sejam más-formações em crianças pequenas ou doenças urológicas em pacientes idosos, como problemas da próstata. No entanto, cistites não complicadas podem ocorrer em um pequeno número de homens entre os 15 e os 50 anos de idade, sem nenhum problema de saúde.

Todos os homens com sintomas sugestivos de cistite devem colher urocultura e iniciar tratamento antibiótico empírico

Se após 48-72 horas não houver melhora, o tratamento deve ser ajustado de acordo com o resultado da urocultura e do antibiograma. Nestes casos, uma investigação para alterações na anatomia urológica deve ser avaliada

É preciso ter sempre em mente que sintomas de infecção urinária em homens não necessariamente indicam uma cistite, já que prostatite e uretrite, como no caso da gonorreia), podem ter sintomas muito parecidos.

Urocultura positiva em pacientes sem sintomas – bacteriúria assintomática.

Cistite é a inflamação da bexiga causada por bactérias. A simples presença de bactérias na urina, sem sinais de inflamação da bexiga não é considerada uma infecção, mas sim uma colonização. Uma analogia fácil de entender é com a pele. Ter bactérias presentes na pele é completamente diferente de ter uma infecção de pele. Portanto, a simples presença de bactérias na urina não é suficiente para o diagnóstico de uma infecção. Para ser cistite é preciso que o paciente tenha sintomas de uma bexiga inflamada, como dor para urinar, sangue na urina, vontade constante de urinar, mesmo com a bexiga vazia, etc.

Mesmo no caso da bactéria E.coli, há cepas menos virulentas, capazes de se proliferar na urina, mas sem força para causar inflamação da bexiga. Uma urocultura positiva, mesmo para E.coli, em um paciente sem nenhuma queixa, não deve ser valorizada na maioria dos casos. Na verdade, se o paciente não tem queixas urinárias, não faz sentido solicitar uma urocultura.

A presença de bactérias na urina sem sintomas é chamada bacteriúria assintomática e não deve ser tratada com antibióticos na grande maioria dos casos. As únicas exceções são as grávidas e os pacientes que irão ser submetidos a cirurgias urológicas. Nestes casos está indicada a realização de urocultura, mesmo sem sintomas, e o tratamento de acordo com o resultado do antibiograma. Em todos os outros casos, o tratamento da bacteriúria assintomática não apresenta benefícios e pode ainda estimular o desenvolvimento de bactérias resistentes.

Autor Dr. Pedro Pinheiro Atualizado em 30 abr, 2017

EXAME DE URINA – Leucócitos, Nitritos, Hemoglobina…

O exame de urina é uma das principais formas de diagnóstico das doenças do trato urinário. Entenda o que significam cada um dos itens do exame.

Autor Dr. Pedro Pinheiro Atualizado em 30 abr, 2017

 

O exame de urina é usado como método diagnóstico complementar desde o século II. Trata-se de um exame indolor, de simples coleta e resultado rápido, o que o torna muito menos penoso que as análises de sangue, que só podem ser colhidas através de agulhas.

O exame sumário da urina pode nos fornecer pistas importantes sobre doenças, principalmente sobre problemas nos rins e nas vias urinárias. A presença de sangue, piócitos (pus), proteínas, glicose e diversas outras substâncias na urina costuma ser uma dica importante para doenças que podem ainda não estar apresentando sinais ou sintomas muito claros.

O fato da urina ter uma aparência completamente normal não significa que ela não possa conter alterações. Mesmo a presença de sangue pode ser apenas microscópica, não sendo possível a sua identificação por qualquer outro meio que não através do exame laboratorial da urina.

A urina também pode ser usada para pesquisar a presença de drogas no organismo, sejam elas lícitas ou ilícitas. Todavia, para esse tipo de pesquisa, exames especiais precisam ser solicitados. O exame simples de urina, chamado EAS ou Urina tipo 1, não tem como objetivo fazer doseamentos de drogas ou medicamentos.

As três análises de urina mais comuns são:

1- EAS (elementos anormais do sedimento) ou urina tipo 1*
2- URINA DE 24 HORAS
3- UROCULTURA

* Em Portugal, o EAS é chamado de Urina 2.

Neste artigo iremos abordar apenas o exame simples de urina, conhecido também como EAS, urina tipo I ou urina tipo II.

As informações contidas aqui têm como objetivo ajudar na compreensão dos resultados das análises de urina. De modo algum o paciente deve usar este texto para interpretar exames sem a orientação de um médico. A presença de leucócitos na urina, um pH alterado, a descrição de células epiteliais, a existência de muco ou qualquer outro achado no EAS devem ser sempre correlacionados com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

EAS ou urina tipo I

O EAS é o exame de urina mais simples, feito através da coleta de 40-50 ml de urina em um pequeno pote de plástico. Normalmente solicitamos que se use a primeira urina da manhã, desprezando o primeiro jato. Esta pequena quantidade de urina desprezada serve para eliminar as impurezas que possam estar na uretra (canal urinário que traz a urina da bexiga). Após a eliminação do primeiro jato, enche-se o recipiente com o resto da urina.

A primeira urina da manhã é a mais usada, mas não é obrigatório. A urina pode ser coletada em qualquer período do dia.

A amostra de urina deve ser colhida idealmente no próprio laboratório, pois quanto mais fresca estiver, mais confiáveis são os seus resultados. Um intervalo de mais de duas horas entre a coleta e a avaliação pode invalidar o resultado, principalmente se a urina não tiver sido mantida sob refrigeração.

O EAS é divido em duas partes. A primeira é feita através de reações químicas e a segunda por visualização de gotas da urina pelo microscópio.

Na primeira parte mergulha-se uma fita na urina, chamada de dipstick, como na foto do início do texto. Cada fita possuiu vários quadradinhos coloridos compostos por substâncias químicas que reagem com determinados elementos da urina.

Através destas reações e com o complemento do exame microscópico, podemos detectar a presença e a quantidade dos seguintes dados da urina:

– Densidade.
– pH.
– Glicose.
– Proteínas.
– Hemácias (sangue).
– Leucócitos.
– Cetonas.
– Urobilinogênio e bilirrubina.
– Nitrito.
– Cristais.
– Células epiteliais e cilindros.

Os resultados do dipstick são qualitativos e não quantitativos, isto é, a fita identifica a presença dessas substâncias citadas acima, mas a quantificação é apenas aproximada. O resultado é normalmente fornecido em uma graduação de cruzes de 1 a 4. Por exemplo: uma urina com “proteínas 4+” apresenta grande quantidade de proteínas; uma urina com “proteínas 1+” apresenta pequena quantidade de proteínas. Quando a concentração é muito pequena, alguns laboratórios fornecem o resultado como “traços de proteínas”.

  • Densidade:

A densidade da água pura é igual a 1000. Quanto mais próximo deste valor, mais diluída está a urina. Os valores normais variam de 1005 a 1035. Urinas com densidade próximas de 1005 estão bem diluídas; próximas de 1035 estão muito concentradas, indicando desidratação. Urinas com densidade próxima de 1035 costumam ser muito amareladas e normalmente possuem odor forte.

  • pH:

A urina é naturalmente ácida, já que o rim é o principal meio de eliminação dos ácidos do organismo. Enquanto o pH do sangue costuma estar em torno de 7,4, o pH da urina varia entre 5,5 e 7,0, ou seja, bem mais ácida.

Valores de pH maiores ou igual 7 podem indicar a presença de bactérias que alcalinizam a urina. Outros fatores que podem deixar a urina mais alcalina são uma dieta pobre em proteína animal, dieta rica em frutas cítricas ou derivados de leite, e uso de medicamentos como acetazolamida, citrato de potássio ou bicarbonato de sódio. Ter tido vômitos horas antes do exame também pode ser uma causa de urina mais alcalina. Em casos mais raros, algumas doenças dos túbulos renais também podem deixar a urina com pH acima de 7,0.

Valores menores que 5,5 podem indicar acidose no sangue ou doença nos túbulos renais. Uma dieta com elevada carga de proteína animal também pode causar uma urina mais ácida. Outras situações que aumentam a acidez da urina incluem episódios de diarreia ou uso de diurético como hidroclorotiazida ou clortalidona.

O valor mais comum é um pH por volta de 5,5-6,5, porém, mesmo valores acima ou abaixo dos descritos podem não necessariamente indicar alguma doença. Este resultado deve ser interpretado pelo seu médico.

  • Glicose:

Toda a glicose que é filtrada nos rins é reabsorvida de volta para o sangue pelo túbulos renais. Deste modo, o normal é não apresentar evidências de glicose na urina.

A presença de glicose na urina é um forte indício de que os níveis sanguíneos estão altos. É muito comum pessoas com diabetes mellitus apresentarem perda de glicose pela urina. Isto ocorre porque a quantidade de açúcar no sangue está tão alta, que parte deste acaba saindo pela urina. Quando os níveis de glicose no sangue estão acima de 180 mg/dl, geralmente há perda na urina.

A presença de glicose na urina sem que o indivíduo tenha diabetes costuma ser um sinal de doença nos túbulos renais. Isso significa que apesar de não haver excesso de glicose na urina, os rins não conseguem impedir sua perda.

Basicamente, a presença de glicose na urina indica excesso de glicose no sangue ou doença dos rins.

  • Proteínas:

A maioria das proteínas que circula no sangue é grande demais para ser filtrada pelo rim, por isso, em situações normais, não costumamos ver proteínas presentes na urina. Na verdade, podem até existir pequenas quantidades de proteínas na urina, mas elas são tão poucas que não costumam ser detectadas pelo teste da fita. Portanto, uma urina normal não possui proteínas.

Quantidades pequenas de proteínas na urina podem ser causadas por dezenas de situações, que vão desde situações benignas e triviais, tais como presença de febre, exercício físico horas antes da coleta de urina, desidratação ou estresse emocional, até causas mais graves, como infecção urinária, lúpus, doenças do glomérulo renal e lesão renal pelo diabetes.

Grandes quantidade de proteínas na urina, por outro lado, quase sempre indicam a presença de uma doença dos rins, geralmente doenças do glomérulos renais, que são as estruturas microscópicas responsáveis pela filtração do sangue.

A presença de proteínas na urina é chamada de proteinúria e deve ser sempre investigada. O exame da urina de 24h é normalmente feito para se quantificar com exatidão a quantidade de proteínas que se está perdendo na urina.

  • Hemácias na urina – hemoglobina na urina – sangue na urina:

Assim como nas proteínas, a quantidade de hemácias (glóbulos vermelhos) na urina é desprezível e não consegue ser detectada pelo exame da fita. Mais uma vez, os resultados costumam ser fornecidos em cruzes. O normal é haver ausência de hemácias (hemoglobina).

Como as hemácias são células, elas podem ser vistas com um microscópio. Deste modo, além do teste da fita, também podemos procurar por hemácias diretamente pelo exame microscópico, uma técnica chamada de sedimentoscopia. Através do microscópio consegue-se detectar qualquer presença de sangue, mesmo quantidades mínimas não detectadas pela fita.

Neste caso, os valores normais são descritos de duas maneiras:
– Menos que 3 a 5 hemácias por campo ou menos que 10.000 células por mL

A presença de sangue na urina chama-se hematúria e pode ocorrer por diversas doenças, tais como infecções, pedras nos rins e doenças renais graves (para saber mais detalhes sobre a hematúria.

Um resultado falso positivo pode acontecer nas mulheres que colhem urina enquanto estão na período menstrual. Neste caso, o sangue detectado não vem da urina, mas sim do sangue ainda residual presente na vagina. Nos homens, a presença de sêmen na urina também pode provocar falso positivo.

Uma vez detectada a hematúria, o próximo passo é avaliar a forma das hemácias em um exame chamado “pesquisa de dismorfismo eritrocitário”. As hemácias dismórficas são hemácias com morfologia alterada, comum em algumas doenças como a glomerulonefrite. É possível haver pequenas quantidades de hemácias dismórficas na urina sem que isso tenha relevância clínica. Apenas valores acima de 40 a 50% costumam ser considerados relevantes.

Não é todo laboratório que possui gente capacitada para executar esse exame. Por isso, muitas vezes ele não é feito automaticamente. É preciso o médico solicitar especificamente essa avaliação.

  • Leucócitos ou piócitos

Os leucócitos, também chamados de piócitos, são os glóbulos brancos, nossas células de defesa. A presença de leucócitos na urina costuma indicar que há alguma inflamação nas vias urinárias. Em geral, sugere infecção urinária, mas pode estar presente em várias outras situações, como traumas, uso de substâncias irritantes ou qualquer outra inflamação não causada por um agente infeccioso. Podemos simplificar e dizer que leucócitos na urina significa pus na urina.

Como também são células, os leucócitos podem ser contados na sedimentoscopia. Valores normais estão abaixo dos 10.000 células por mL ou 5 células por campo

  • Cetonas ou corpos cetônicos:

Os corpos cetônicos são produtos da metabolização das gorduras. Os corpos cetônicos são produzidos quando o corpo está com dificuldade em utilizar a glicose como fonte de energia. As causas mais comuns são o diabetes, o jejum prolongado e dietas rigorosas. Outras situações menos comuns incluem febre, doença aguda, hipertireoidismo, gravidez e até aleitamento materno.

Normalmente a produção de cetonas é muito baixa e estas não estão presentes na urina.

Alguns medicamentos como captopril, ácido valproico, vitamina C (ácido ascórbico) e levodopa podem causar falso positivos.

  • Urobilinogênio e bilirrubina

Também normalmente ausentes na urina, podem indicar doença hepática (fígado) ou hemólise (destruição anormal das hemácias). A bilirrubina só costuma aparecer na urina quando os seus níveis sanguíneos ultrapassam 1,5 mg/dL. O urobilinogênio pode estar presente em pequenas quantidades sem que isso tenha relevância clínica.

  • Nitritos

A urina é rica em nitratos. A presença de bactérias na urina transforma esses nitratos em nitritos. Portanto, nitrito positivo é um sinal indireto da presença de bactérias. Nem todas as bactérias têm a capacidade de metabolizar o nitrato, por isso, exame de urina com nitrito negativo de forma alguma descarta infecção urinária.

Na verdade, o EAS apenas sugere infecção. A presença de hemácias, associado a leucócitos e nitritos positivos, fala muito a favor de infecção urinária, porém, o exame de certeza é a urocultura.

A pesquisa do nitrito é feita através da reação de Griess, que é o nome dado a reação do nitrito com um meio ácido. Por isso, alguns laboratórios fornecem o resultado como Griess positivo ou Griess negativo, que é igual a nitrito positivo ou nitrito negativo, respectivamente.

  • Cristais

Esse é talvez o resultado mais mal interpretado, tanto por pacientes como por alguns médicos. A presença de cristais na urina, principalmente de oxalato de cálcio, fosfato de cálcio ou uratos amorfos, não tem nenhuma importância clínica. Ao contrário do que se possa imaginar, a presença de cristais não indica uma maior propensão à formação de cálculos renais. Dito isso, é importante destacar que, em alguns casos, a presença de determinados cristais pode ser um sinal para alguma doença.

Os cristais com relevância clínica são:

  • Cristais de cistina – Indicam uma doença chamada cistinúria.
  • Cristais de magnésio-amônio-fosfato (chamado de cristais de estruvita ou cristais de fosfato triplo) – podem ser normais, mas também podem estar presentes em casos de urina muito alcalina provocada por infecção urinária pelas bactérias Proteus ou Klebsiella. Pacientes com cálculo renal por pedras de estruvita costumam ter esses cristais na urina.
  • Cristais de tirosina – Presentes em uma doença chamada tirosinemia.
  • Cristais de bilirrubina – Costumam indicar doença do fígado.
  • Cristais de colesterol – Costuma ser um sinal de perdas maciças de proteína na urina.

A presença de cristais de ácido úrico, caso em grande quantidade, também deve ser valorizada, pois podem surgir em pacientes com gota ou neoplasias, como linfoma ou leucemia. Cristais de ácido úrico em pequena quantidade, porém,  são comuns e não indicam nenhum problema.

 

 

  • Células epiteliais e cilindros

A presença de células epiteliais na urina é normal. São as próprias células do trato urinário que descamam. Elas só têm valor quando se agrupam em forma de cilindro, recebendo o nome de cilindros epiteliais.

Como os túbulos renais são cilíndricos, toda vez que temos alguma substância (proteínas, células, sangue…) em grande quantidade na urina, elas se agrupam em forma de um cilindro. A presença de cilindros indica que esta substância veio dos túbulos renais e não de outros pontos do trato urinário como a bexiga, ureter, próstata, etc. Isto é muito relevante, por exemplo, nos casos de sangramento, onde um cilindro hemático indica o glomérulo como origem, e não a bexiga, por exemplo.

Os cilindros que podem indicar algum problema são:

– Cilindros hemáticos (sangue) = Indicam glomerulonefrite.
– Cilindros leucocitários = Indicam inflamação dos rins.
– Cilindros epiteliais = indicam lesão dos túbulos.
– Cilindros gordurosos = indicam proteinúria.

Cilindros hialinos não indicam doença, mas podem ser um sinal de desidratação.

A presença de muco na urina é inespecífica e normalmente ocorre pelo acúmulo de células epiteliais com cristais e leucócitos. Tem pouquíssima utilidade clínica. É mais uma obervação.

Em relação ao EAS (urina tipo I) é importante salientar que esta é uma análise que deve ser sempre interpretada. Os falsos positivos e negativos são muito comuns e não dá para se fechar qualquer diagnóstico apenas comparando os resultados com os valores de referência.

  • Ácido ascórbico na urina

É comum os laboratórios chamarem a atenção quando há ácido ascórbico (vitamina C) na urina. Este dado é importante porque o ácido ascórbico pode alterar os resultados do dipstick, principalmente na detecção de hemoglobina, glicose, nitritos, bilirrubina e cetonas. É importante o médico saber que resultados inesperados podem ser falsos positivos ou falsos negativos causados pela vitamina C.

Gripe :Dúvidas Frequentes

Gripe :Dúvidas Frequentes

  • Gripe e resfriado são a mesma doença?

Não. A gripe é causada pelo vírus da Influenza e provoca febre alta, dores pelo corpo que, freqüentemente, deixam o indivíduo acamado. A recuperação completa pode durar até uma semana e pode complicar com pneumonia e até matar, em alguns casos.
O resfriado é causado por diversos outros tipos de vírus, têm sintomas parecidos porém muito mais leves, suaves e com menor duração. Ele pode cursar com tosse, dor de garganta, dor no corpo, coriza, etc.

  • Como a gripe é transmitida?

A gripe é transmitida através de gotículas de secreção veiculadas pela tosse, espirro ou mesmo conversa com alguém infectado. O vírus penetra no organismo através das vias respiratórias. No centro do vírus está o material genético que invade as células, atingindo o núcleo, onde se duplica. Os fragmentos duplicados se apoderam de parte da célula atacada, formando novos vírus, em um processo que se repete milhares de vezes.

  • Vacina contra gripe imuniza contra resfriado?

Não. A vacina contra gripe imuniza somente contra os surtos de gripe e não contra resfriados.

 

  • Como se pode evitar novos surtos de gripe?

A OMS – Organização Mundial de Saúde – tem uma preocupação mundial a respeito da gripe, fazendo uma vigilância mundial do vírus influenza em mais de 80 países. O BRASIL também faz parte da rede integrada de vigilância contra a gripe.

  • Antigripal cura a gripe?

Os antigripais não previnem nem curam a gripe. Eles podem, em alguns casos, diminuir a sintomatologia e, em outros casos, não causarem nenhum efeito.

 

 

  • A vacina contra gripe funciona?

A Vacina contra gripe é eficaz em cerca de 89% dos casos, desde que tomada na época adequada.

  • A vacina contra gripe é segura?

Ela é muita segura, sendo usada em todo o mundo e não dando reações colaterais graves.

  • Quando começa a fazer efeito a vacina contra gripe?

Cerca de 15 dias após a vacinação já começam a surgir os anticorpos que darão a proteção contra a gripe, sendo que esta proteção máxima será atingida após aproximadamente 45 dias.

  • Por quanto tempo dura a imunização pós vacina?

Como o vírus da gripe sofre mutação a cada ano, o tempo de duração da vacina é de 1 ano.

  • A vacina contra gripe pode causar gripe?

Não. A Vacina contra gripe é uma vacina inativada e fracionada, o que significa que os vírus estão mortos e replicados, não podendo se reproduzir dentro do organismo das pessoas vacinadas; no entanto, podem produzir uma resposta imunológica protetora.

 

 

  • Por que algumas pessoas mesmo a vacinação ficam doentes?

A Vacina contra gripe protege da gripe, porém, não protege dos resfriados e de outras infecções que também ocorrem no inverno e tem sintomatologia semelhante. Devemos estar atentos ao fato de que cerca de 10% dos indivíduos vacinados podem ter gripe, porém, de uma forma mais branda.

  • Quem pode ser vacinado?

Todas as pessoas a partir de 6 meses de idade já podem ser vacinadas contra a gripe.

  • Quem deve ser vacinado?

Todas as pessoas após os 6 meses de idade devem ser vacinadas, porém determinados grupos de risco cujas complicações secundárias são mais comuns e graves possuem preferência na vacinação. São eles:

    • Idosos a partir dos 60 anos
    • Cardiopatas
    • Indivíduos com problemas pulmonares
    • Diabéticos
    • Indivíduos com AIDS
    • Renais Crônicos
    • Gestantes a partir do 3º mês
    • Profissionais de saúde
    • Contactantes com indivíduos de risco, para que estes não sejam transmissores da doença para seus familiares.

 

  • Indivíduos em uso de corticóide podem ser vacinados?

Sim, o uso de corticoterapia não impede a vacinação.

 

  • A gripe é contagiosa?

 

  • A Gripe é altamente contagiosa. Uma única pessoa pode contaminar todos as pessoas que trabalham no mesmo ambiente e que não foram vacinadas.

Meningite

A meningite significa inflamação das meninges, que são as camadas protetoras que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por vírus, bactérias, fungos, ou por processos não-infecciosos, como lesões e tumores. As formas mais frequentes são a meningite viral e bacteriana, que concentram também os casos mais graves e com maior taxa de mortalidade. Ambas são consideradas uma importante questão de saúde pública, devido à sua capacidade de ocasionar surtos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorrem cerca de 1,2 milhão de casos e 135 mil mortes por meningite a cada ano no mundo. No Brasil, um estudo recente mostrou que foram confirmados aproximadamente 18 mil casos por ano, dos quais 34% foram de origem bacteriana e 47% de origem viral.

Inicialmente os sintomas são muito parecidos e por vezes se confundem. Saber se a meningite é causada por um vírus ou bactéria é muito importante, uma vez que determina a gravidade da doença e o tratamento adequado.

Qual é a diferença entre meningite viral e meningite bacteriana?

A meningite viral geralmente tem menor gravidade e não há um tratamento específico, já que a doença costuma desaparecer sozinha após algumas semanas, assim como acontece com outras viroses.

 

A meningite bacteriana, por sua vez, é muito mais grave, pois tem uma evolução rápida e pode ser fatal se não for tratada rapidamente e com os antibióticos corretos. O tratamento tardio pode resultar em sequelas como danos cerebrais, perda da audição e visão e até mesmo a amputação de membros.

 

Ambas são transmitidas de pessoa-a-pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções de nariz e garganta. A meningite viral também pode ser transmitida por via fecal-oral.

 

MENINGITE VIRAL

A causa mais comum de meningite viral são os enterovírus, responsáveis por mais de 75% dos casos, seguidos dos vírus Herpes simplex 1 (HSV1) e 2 (HSV2). Outros vírus como varicela-zoster e da caxumba também costumam estar relacionados. Embora de menor gravidade que a forma bacteriana, a meningite viral pode ser bastante agressiva em crianças menores de um ano, idosos e pacientes imunocomprometidos.

MENINGITE BACTERIANA

A meningite causada por bactérias pode ser fatal para 1 a cada 10 pessoas, sendo o quadro  mais perigoso da doença. A bactéria Neisseria meningitidis, também chamada de meningococo, é a causadora da forma mais grave e contagiosa de meningite, com altos índices de mortalidade e sequelas.  Streptococcus pneumoniae é frequentemente responsável pelas infecções em crianças menores de 2 anos e idosos, também com alta frequência de letalidade e morbidade. E por fim a bactéria Haemophilus influenzae, predominante em pacientes de 5 anos até a fase adulta.

 

Complicações da Meningite

Os sintomas das duas formas são muito parecidos, muitas vezes podem até se assemelhar a uma gripe. Nos casos virais os sintomas se desenvolvem mais lentamente e sem tanta severidade, porém na bacteriana progridem muito rápido, sendo que o diagnóstico rápido aliado ao tratamento imediato podem salvar vidas e evitar sequelas graves.

 

Qual a importância do diagnóstico e da diferenciação do agente causador?

As medidas de tratamento são diferentes para o tipo viral ou bacteriano da meningite, sendo que quanto antes iniciado o tratamento, menores as chances de complicações.

Infelizmente não é fácil diagnosticar a infecção em seus estágios iniciais, devido à inespecificidade dos sintomas. A diferenciação entre a forma viral ou bacteriana não é possível somente através do diagnóstico clínico. Exames laboratoriais no sangue ou no líquido cefalorraquidiano (LCR) do paciente são necessários.

O diagnóstico laboratorial normalmente é realizado por métodos de cultura de bactérias, procedimento que necessita mais de um dia para a sua conclusão.

Exames laboratoriais por Biologia Molecular permitem que os agentes causadores sejam identificados por testes mais rápidos, com alta especificidade e sensibilidade. Isso possibilita iniciar o tratamento mais rapidamente, de forma assertiva, reduzindo a chance de evolução do quadro clínico para sepse (infecção generalizada) e morte.

No Brasil, A meningite é considerada uma doença endêmica, deste modo, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais, sendo mais comum a ocorrência das meningites bacterianas no inverno e das virais no verão.

 

Como se prevenir ?

  • Lavar as mãos frequentemente – ao chegar do trabalho, antes de preparar, servir ou comer alimentos: depois de usar o banheiro, após auxiliar uma criança a utilizar o banheiro, após trocar fralda, após assoar o nariz, tossir ou espirrar, proteger o nariz e a boca com o braço ao espirrar ou tossir.
  • Não secar as mãos em toalhas úmidas. Em local coletivo utilizar de preferência toalhas descartáveis.
  • Manter o ambiente limpo e arejado.
  • Alimentos: lavar e desinfetar as frutas e verduras.
  • Limpar os reservatórios de água de abastecimento com solução clorada.
  • Utilizar filtro ou bebedouro para água potável.
  • Desinfetar filtros e bebedouros regularmente com água clorada.
  • Separar os utensílios de uso individual, em especial das crianças.

Ajuda Para Parar de fumar

Como parar de fumar?

Os benefícios de parar de fumar são bem conhecidos. Mas o poder viciante da nicotina associado ao hábito diário e a pressão do grupo de amigos ou família tornam a decisão de largar o cigarro muito difícil.

Difícil sim. Mas nunca impossível. Ninguém nasceu fumando. O tabagismo é recente na história da humanidade. Grandes personalidades e gênios da humanidade nunca fumaram. Você pode, portanto viver sem o cigarro. Viver mais e viver bem!
O caminho até deixar de fumar é longo e muitas vezes árduo. Mas caminhar passo a passo é garantia de sucesso.

Não existe uma única maneira de parar de fumar, mas todos os caminhos passam por três etapas.

Tomar a decisão de parar

Somente você pode decidir parar de fumar. Outros podem desejar ou pedir que você pare, mas a decisão é somente sua.
Existem várias idéias que reforçam essa decisão.

Acreditar que você pode ficar doente se continuar fumando.
Acreditar que você pode fazer uma tentativa sincera de parar de fumar.
Acreditar que os benefícios em longo prazo de parar de fumar superam a ilusão de prazer imediato que o cigarro oferece.

Tomada a decisão de parar, é necessário buscar ajuda. Essa ajuda pode ser participar de um Programa de Antitabagismo ou o apoio de um “padrinho”. O padrinho pode ser um amigo ou parente, ex-fumante ou não fumante, que possa dar apoio. Alguém a quem recorrer nos mementos mais difíceis.

Escolher uma data e ter um plano.

Uma vez tomada a decisão de parar e escolhido um padrinho ou ajuda médica, está na hora de escolher uma data. Escolha uma data nos próximos trinta dias. É importante ter tempo para se preparar e para seguir um plano, mas o limite de um mês existe para evitar que você racionalize e mude de idéia!

Este é um passo importantíssimo e que muitas vezes traz preocupação. Mas lembre-se você pode ficar sem fumar. E lembre-se dos benefícios que essa atitude irá trazer. É necessário grande comprometimento com essa data. Marque no calendário e sempre conte quantos dias faltam para sua chegada.
Até a chegada da data escolhida existem algumas atitudes que podem ser tomadas. Escolha uma delas como seu plano.
Parar abruptamente na data escolhida. Lembre-se de parar de comprar cigarro nos dias anteriores a data e evite encontrar com fumantes nesse dia.
Diminuir o número de cigarros gradativamente. Estabelecer um numero máximo de cigarros por dia até a data escolhida. Reduzir um ou dois cigarros por dia ajuda o organismo a tolerar melhor a falta de nicotina.
Atrasar a hora do primeiro cigarro. Cada dia atrasar uma hora o primeiro cigarro da manhã. Com isso o cigarro pouco a pouco vai saindo da rotina.
O plano pode conter ajuda de remédios. Seja reposição de nicotina ou antidepressivos.
Até a chegada da data pratique a frase: “Não, obrigado eu não fumo!” Fale alto e imagine-se recusando a oferta de cigarros.
Conte para seus amigos e para sua família a data e o plano que você escolheu. Tenha certeza que todos vão apoiar sua decisão.
Na data escolhida para parar de fumar:
Livre-se de todos os cigarros, isqueiros, cinzeiros e tudo que lembre fumar.
Se mantenha ativo! Caminhar ou praticar um hobbie ajuda o tempo a passar e diminui a necessidade de cigarro.
Beba muita água ou sucos gelados.
Evite situações em que a vontade de fumar é grande. Evite álcool e café ou encontrar com fumantes.

E o mais importante: NÃO FUME!

 

Lidar com a abstinência do cigarro

A falta de cigarro leva a abstinência. O organismo do fumante esta acostumado com uma dose de nicotina diária. Isso é dependência! Sem a nicotina aparecem alguns sintomas físicos e psicológicos. Conhecer os sintomas é a melhor forma de se preparar e lidar com eles.
O hábito de fumar está conectado a praticamente todas as suas atividades. Acordar, tomar café da manhã, assistir televisão, ler o jornal e no trabalho. Essas atividades funcionam como um gatilho que leva a acender o cigarro. Esses gatilhos fazem mesmo quem está muito determinado a parar ter vontade de acender um cigarro. A vontade intensa de fumar é chamada fissura.
Nos momentos de fissura, o organismo está pedindo por uma dose de nicotina. Aparecem os sintomas de abstinência. É comum o fumante então racionalizar. Isto é: Inventar desculpas para si mesmo. Procurando motivos para fumar.
Esses pensamentos são recorrentes e devem ser evitados.
Vou fumar até passar esse momento ruim.
Sem fumar não vou resolver esse problema.
Hoje não é um bom dia. Amanhã eu paro
É meu único vício.
A vida não tem graça sem fumar.
Essas racionalizações podem colocar tudo a perder. Levar você de volta ao vício. Lembre-se: O cigarro é mais um problema. Não um amigo. Ele não ajuda a resolver nenhuma dificuldade da sua vida. Apenas obscurece os problemas, colocando uma cortina de fumaça entre você e eles. Fica ainda mais difícil reconhecer e resolver situações de estresse!

Herpes Zóster: sintomas, tratamentos e causas

O que é Herpes Zóster?

O herpes zóster é uma infecção viral capaz de provocar bolhas na pele e dor intensa. Ele pode acometer qualquer região, mas é mais comum no tronco e no rosto. As lesões, geralmente, se manifestam na forma de uma faixa em um dos lados do corpo.

É causado pela reativação do vírus varicela-zóster – o mesmo vírus da catapora – em pessoas que tiveram catapora em algum momento da vida e ficaram com vírus latente (adormecido) nos gânglios do corpo.

Embora não represente risco de vida, o herpes zóster pode provocar a incapacidade física do membro acometido. A vacina diminui as chances de se ter a doença, de apresentar neuralgia pós-herpética (NPH) e induz à redução da dor aguda e crônica associada ao herpes zóster, enquanto o tratamento precoce reduz a chance de complicações.

O herpes zóster acomete pessoas que tiveram catapora e provoca lesões caracterizadas por pequenas bolhas em determinadas regiões do corpo

Causas

Qualquer pessoa que teve catapora em algum momento da vida pode desenvolver herpes zóster. Isso porque o vírus fica alojado em gânglios e permanece latente por anos. Eventualmente, ele pode ser reativado e “viajar” ao longo das vias nervosas até a pele – produzindo as erupções.

Vacina contra Herpes Zóster (Cobreiro): prevenção já está disponível adultos acima de 50 anos

A razão para o herpes zóster ocorrer não é clara. Uma das hipóteses é a redução da imunidade, uma vez que a doença é mais comum em pessoas com 60 anos ou mais e/ou com sistema imunológico debilitado.

O vírus que causa a varicela e o herpes zóster não é o mesmo vírus responsável pelo herpes labial ou genital. São vírus de famílias diferentes, tendo em comum apenas o nome herpes.

É contagioso?

Ainda que raro, uma pessoa com herpes zóster pode transmitir o vírus Varicela-zóster para quem não está imune. Isso ocorre por meio do contato direto com as lesões da pele. Uma vez infectada, a pessoa contactante poderá desenvolver catapora e, no futuro, herpes zóster.

Fatores de risco

Os fatores que podem aumentar o risco do herpes zoster aparecer incluem:

  • Idade A partir dos 50 e principalmente a partir dos 60 anos, quanto maior a idade maior é o risco, chegando a 50% de chances nos maiores de 85 anos
  • Doenças que debilitam o sistema imunológico, tais como HIV/AIDS e câncer
  • Tratamentos para imunossupressores (como câncer, por exemplo)
  • Medicamentos de uso contínuo que reduzem a imunidade.

Sintomas de Herpes Zóster

O herpes zóster pode aparecer em qualquer parte do corpo, acometendo geralmente apenas um lado – o esquerdo ou o direito. É comum a erupção começar no meio das costas em direção ao peito, mas também pode aparecer no rosto, em torno de um olho ou mesmo atingir o nervo óptico. É possível ter mais de uma área de erupção no corpo (barriga, cabeça, face, pescoço, braço ou perna).

O herpes zoster se desenvolve em fases:

Período de incubação (antes das erupções)

  • Dor que se inicia antes mesmo de surgirem as lesões de pele
  • Ardor e sensação de cócegas e/ou formigamento na área próxima aos nervos afetados
  • Calafrios
  • Distúrbio gastrointestinal.

Esses sinais podem aparecer alguns dias antes de a erupção acontecer. Os calafrios e dor de estômago, com ou sem diarreia, aparecem poucos dias antes das erupções e podem persistir durante o período das lesões da pele.

As erupções, que surgem na fase ativa, causam dor

Fase ativa

Nesta fase, a erupção aparece. O fluído dentro das lesões é claro no início, mas pode tornar-se turvo após três ou quatro dias. Algumas pessoas podem ter ferimentos mais suaves, quase imperceptíveis. As erupções:

  • Podem ocorrer na testa, bochecha, nariz ou em torno de um dos olhos (chamado também de herpes zóster oftálmico)
  • São geralmente acompanhadas de dor, descrita como “agulhas penetrantes na pele”
  • As lesões vão regredir, gerando uma crosta que persiste por cinco dias em média.

Este quadro melhora em cerca de duas a quatro semanas, e as erupções podem deixar cicatrizes.

Fase crônica (Neuralgia pós-herpética)

A neuralgia pós-herpética é a complicação mais comum do herpes zóster (acomete de 10 a 15% das pessoas). Dura pelo menos 30 dias e pode continuar por meses ou anos. Os sintomas são os seguintes:

  • Queimação e pontadas na área onde ocorreram as erupções
  • Dor persistente no local, que pode durar anos
  • Extrema sensibilidade ao toque.

A dor é mais comum na testa ou no peito e prejudica as atividades diárias, como comer, dormir e trabalhar. Também pode levar à depressão.

A dor da neuralgia pós-herpética pode ser confundida com as típicas de outros quadros, como uma apendicite, um ataque cardíaco, úlceras ou enxaqueca, dependendo da localização.

Buscando ajuda médica

Procure um médico sempre que você suspeitar de herpes zóster, especialmente nas seguintes situações:

  • Se a dor e a erupção cutânea forem perto do olho, pois, se não tratada, a infecção pode causar danos permanentes na região
  • Se você tiver 60 anos ou mais, o que aumenta o risco de complicações
  • Se você ou alguém da sua família tem o sistema imunitário enfraquecido
  • Se a erupção é generalizada e dolorosa.

Na consulta médica

Para agilizar a consulta médica, procure ter em mente as seguintes informações:

  • Descrição detalhada de seus sintomas
  • Histórico de doenças que você já teve
  • Histórico familiar de doenças
  • Todos os medicamentos e suplementos que você toma.

O médico examinará a erupção e poderá fazer algumas das seguintes perguntas:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Alguma coisa é capaz de aliviar os sintomas? Se sim, o quê?
  • Alguma coisa é capaz de agravar os sintomas? Se sim, o quê?
  • Você já teve catapora?

Diagnóstico de Herpes Zóster

O herpes zóster geralmente é diagnosticado com base nas informações coletadas pelo médico e no exame das lesões (diagnóstico clínico). Além disso, o médico pode fazer uma raspagem para obter uma análise laboratorial.

Ao receber o diagnóstico de herpes zóster, você pode ficar com algumas dúvidas a respeito da doença. Desta forma, tenha em mente algumas perguntas que podem orientá-lo na consulta:

  • Existem outras causas possíveis para os meus sintomas?
  • Minha condição é provavelmente temporária ou crônica?
  • Vou me sentir melhor em quanto tempo?
  • E se os sintomas não melhorarem?
  • Existem restrições alimentares que eu preciso seguir?
  • Há algum livro ou outro material impresso que eu posso levar comigo?
  • Quais sites você recomenda?

Não hesite em fazer outras perguntas a qualquer momento se você não entender alguma coisa.

Tratamento de Herpes Zóster

Não há cura para o herpes zóster, mas o tratamento pode reduzir a duração da doença e prevenir complicações.

Tão logo o diagnóstico seja feito, o médico poderá iniciar o tratamento com medicamentos antivirais. Se o tratamento for iniciado imediatamente após o início dos sintomas (lesões), você tem uma chance menor de sofrer complicações.

Os tratamentos mais comuns incluem:

  • Medicamentos antivirais, para reduzir a dor e a duração das lesões
  • Medicamentos para a dor
  • Prevenção das infecções secundárias das lesões da pele
  • Banhos frios ou frescos e fazer compressas úmidas na região das lesões podem ajudar a aliviar a coceira e dor.

Se a dor persistir por mais de um mês após o desaparecimento das lesões, o médico pode diagnosticar a neuralgia pós-herpética, a complicação mais comum do herpes zóster. Nesse caso, alguns tratamentos específicos, dependendo da gravidade do caso, podem ser prescritos.

Medicamentos para Herpes Zóster

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções da bula.

Complicações possíveis

As complicações podem incluir:

  • Neuralgia pósherpética
  • Problemas neurológicos, dependendo de quais nervos são afetados
  • Infecções de pele
  • Raramente há uma disseminação do herpes zóster, mas pode ocorrer
  • Herpes zóster oftálmico: erupção na testa, bochecha, nariz e ao redor de um dos olhos, o que pode ameaçar sua visão. Você deve imediatamente procurar a orientação de um oftalmologista.

 

 

Prevenção

A única maneira de prevenir o herpes zóster é a vacinação. A vacina do herpes zóster está liberada para pessoas com 50 anos ou mais e é administrada em dose única, via subcutânea.

Saiba mais sobre herpes zóster

  • Vacina contra varicela

Crianças vacinadas contra a varicela também estarão se protegendo de um futuro risco de desenvolver o herpes zóster.

  • Herpes zóster pode ser transmitida pelo sexo?

Não. A herpes zoster é a reativação do vírus da varicela (catapora), que não tem qualquer correlação com o ato sexual.

 

Fontes e referências

  • Ministério da Saúde
  • Organização Mundial da Saúde
  • Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – www.familia.sbim.org.br

Jejum para exames do perfil lipídico

Os laboratórios clínicos brasileiros já podem aderir às recomendações do Consenso Brasileiro para a Normatização da Determinação Laboratorial do Perfil Lipídico, que dispensa a necessidade de jejum de 12 horas para exames do perfil lipídico, isto é: Colesterol Total (CT), LDL‐C, HDL‐C, não‐HDL‐ C e Triglicérides (TG). O documento, distribuído aos laboratórios no início de dezembro, foi elaborado em conjunto pelas Sociedades Brasileiras: Cardiologia/Departamento de Aterosclerose (SBC/DA), Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Análises Clínicas (SBAC), Diabetes (SBD) e Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

De acordo com o Consenso, o médico é quem deverá avaliar os casos em que ainda pode ser necessário o jejum prolongado para esses exames, como, por exemplo, quando o paciente apresenta concentração de triglicérides acima de 440 mg/dL, fora do estado de jejum, sendo considerado como referência o nível desejável até 175 mg/dL. Neste caso, a orientação ao médico que solicitou a avaliação do perfil lipídico é fazer outra prescrição ao paciente para a avaliação do TG, com o jejum de 12h, e dessa forma será considerado um novo exame de triglicérides pelo laboratório.

No entanto, o Consenso coloca em evidência as motivações para a não obrigatoriedade do jejum na maioria dos casos. Dentre elas, está a constatação de que, graças ao avanço das metodologias diagnósticas, o consumo de alimentos antes da realização desses exames – desde que habituais e sem sobrecarga de gordura -, causa baixa ou nenhuma interferência na análise do perfil lipídico.

Os especialistas afirmam que as dosagens realizadas após as refeições habituais são mais práticas e seguras em algumas situações. De acordo com a Normatização, a flexibilização evita que o paciente diabético, por exemplo, corra o risco de uma hipoglicemia por causa do jejum prolongado, entre outros transtornos e intercorrências mais comuns em gestantes, crianças e idosos.

Além de mais comodidade para o paciente, outro benefício decorrente da flexibilização, segundo os autores do documento, é a oportunidade que os laboratórios de análises clínicas têm de otimizar seu fluxo de atendimento, com mais horários disponíveis para a coleta, reduzindo assim o congestionamento especialmente no início das manhãs.

Essa prática já é realidade nos EUA, Canadá e em alguns países da Europa, e a intenção é que seja gradualmente aceita pelos laboratórios de análises clínicas do País. Para facilitar essa transição, as Sociedades Médico-Laboratoriais detalharam as recomendações para o atendimento do paciente no estabelecimento e também para um modelo ideal de laudo laboratorial.

Basicamente, quando o médico solicitante indicar o tempo específico de jejum para o exame requerido, é recomendável que o laboratório siga tal orientação.

No caso de uma coleta de amostra para o perfil lipídico sem jejum, é recomendado que o laboratório informe no laudo o estado metabólico do paciente no momento da coleta da amostra, isto é, o tempo de jejum. Quando houver, na mesma solicitação de perfil lipídico, outros exames que necessitem de jejum prolongado, o laboratório clínico poderá definir o jejum de 12 horas neste caso, contemplando todos os exames.

A partir da liberação desse Consenso, os laudos dos laboratórios clínicos, em todo território nacional, serão alterados. Os novos valores de referência e valores de alvo terapêutico para o perfil lipídico de adultos descritos na Tabela I (ver no link ao final do texto) mostram que, com jejum e sem jejum, os valores são diferentes somente para os triglicérides e idênticos para o CT, HDL-C, LDL-C e não-HDL-C.

Para crianças e adolescentes, os valores referenciais desejáveis de triglicérides, com jejum e sem jejum, também são os únicos com valores diferentes na Tabela II ((ver no link ao final do texto). Os níveis de triglicérides seguem dois intervalos de idade e, diferente dos adultos, não existem valores de alvo terapêutico.

As Sociedades fazem uma recomendação para rastrear a Hipercolesterolemia Familiar (HF), doença genética responsável por elevar o colesterol, com um alerta no laudo laboratorial para adultos, crianças e adolescentes.

 

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